<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-7934536344114113405</id><updated>2012-02-16T18:52:44.301-08:00</updated><title type='text'>Barrabás</title><subtitle type='html'>Quem foi essa personagem misteriosa, esse homem perverso, coração enegrecido pelo ódio, que já contava com a pena máxima e que depois se tornou livre, de um momento para o outro?</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://quemfoibarrabas.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7934536344114113405/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quemfoibarrabas.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>António</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08478948604520023892</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_2oWWGeGZgQg/S2qhJhiekEI/AAAAAAAAA-0/qAp3emn7KuY/S220/eu.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>41</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7934536344114113405.post-7766558339682970224</id><published>2009-06-22T02:30:00.000-07:00</published><updated>2009-06-22T03:02:51.733-07:00</updated><title type='text'>As perseguições...</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_2oWWGeGZgQg/Sj9WQNeJ-TI/AAAAAAAAA-Q/ozseAkIfLng/s1600-h/cego.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5350089718833477938" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 133px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_2oWWGeGZgQg/Sj9WQNeJ-TI/AAAAAAAAA-Q/ozseAkIfLng/s200/cego.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quando as perseguições começaram, o velho cego, conduzido pelo jovem que sempre arquejava, procurou um dos promotores do Sinédrio e disse-lhe:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Lá embaixo, entre nós, na porta do Monturo, uma mulher espalha heresias a respeito de um salvador que virá transformar o mundo inteiro. Tudo o que existe perecerá, dando lugar a um mundo melhor, onde reinará sómente a sua vontade. Esta mulher não deveria ser apedrejada?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O promotor, homem consciencioso, pediu ao cego que lhe expusesse mais detalhadamente a denúncia. Primeiro, de que salvador se tratava? O ancião respondeu que era o mesmo em que acreditavam aqueles que tinham sido apedrejados, e, se houvesse justiça, a mulher também o seria. Ele próprio ouviu-a dizer que o seu Senhor ia salvar todos os homens, até mesmo os leprosos. Ele iria curá-los e ficarão tão sadios quanto os outros. Mas o que aconteceria se os leprosos não tivessem mais nada que os distinguisse? Se andassem por toda a parte, sem a obrigação de usar sinetas, de maneira que não fosse possível, pelo menos aos cegos, saber onde estavam? Poderia alguém propagar impunemente tais heresias?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O magistrado afagou a barba, o que o cego, a poucos passos, podia ouvir, e depois perguntou se havia alguém capaz de acreditar naquilo que a mulher estava a anunciar. O velho respondeu que sim: entre o rebotalho humano que vivia na Porta do Monturo nunca faltava quem desse ouvidos a tais novidades. E os leprosos do fundo do vale eram, naturalmente, os que mais gostavam de ouvi-las. Além disso, a mulher fazia causa comum com aquela gente. Dizia-se que ela atravessava muitas vezes a barreira, dando-se com eles da maneira mais desavergonhada. Talvez até mantivesse relações com aqueles homens impuros; não se podia saber ao certo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Eu, pelo menos, não o posso saber. Em todo o caso, ela não é virgem. Dizem que teve um filho e o matou. Eu nada sei, só ouço o que se conta por aí. Meus ouvidos são perfeitos, só os meus olhos são vazios. E isto é uma grande desgraça, meu senhor. É uma desgraça ser cego, como eu.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7934536344114113405-7766558339682970224?l=quemfoibarrabas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7934536344114113405/posts/default/7766558339682970224'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7934536344114113405/posts/default/7766558339682970224'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quemfoibarrabas.blogspot.com/2009/06/as-perseguicoes.html' title='As perseguições...'/><author><name>António</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08478948604520023892</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_2oWWGeGZgQg/S2qhJhiekEI/AAAAAAAAA-0/qAp3emn7KuY/S220/eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_2oWWGeGZgQg/Sj9WQNeJ-TI/AAAAAAAAA-Q/ozseAkIfLng/s72-c/cego.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7934536344114113405.post-8505949915650313314</id><published>2009-06-10T00:21:00.000-07:00</published><updated>2009-06-10T15:39:16.203-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://aeiou.expresso.pt/users/0/12/c20b022d.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 230px; height: 309px;" src="http://aeiou.expresso.pt/users/0/12/c20b022d.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#0000EE;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="text-decoration: underline;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Viu, numa das manchas de claridade, a mulher de lábio leporino com as mãos comprimidas contra o peito chato e o rosto pálido voltado para a luz que a envolvia. Não a via desde aquela manhã em que se tinham encontrado na frente do sepulcro; ela estava ainda mais magra e o seu mísero aspecto revelava que vivia faminta; estava vestida com andrajos e tinha as faces escaveiradas. Todos os que estavam ali reunidos olhavam para ela, conjecturando quem poderia ser aquela mulher que ninguém conhecia. Notava-se que a achavam esquisita, embora não soubessem porquê; não era só por estar maltrapilha, mas também porque todos esperavam, curiosos, pelo seu testemunho.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Porque iria ela testemunhar? De que serviria? pensava consigo Barrabás. Ela deveria compreender que ali não era o seu lugar. Embora aquilo nada fosse com ele, estava agitado. Porque se metia ela naquilo?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tinha-se a impressão que também para ela não era lá nenhum prazer falar; fechava os olhos como se não quisesse ver as pessoas que a rodeavam e tivesse pressa em terminar. Então, porque o fazia? Certamente não tinha necessidade alguma de falar ali.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Começou a dar o seu testemunho. Com a vaz nasalada falou da fé no Senhor e Salvador, mas as suas palavras não poderiam comover ninguém, como deviam. Pelo contrário, ela era ainda mais ridícula e gaguejava mais do que de costume, naturalmente por se encontrar entre tanta gente, o que a punha nervosa. Ainda por cima, todos mostravam claramente  seu desagrado, não procuravam ocultar que lhes era penoso ouvi-la; alguns viravam mesmo  rosto, envergonhados. Ela terminou balbuciando qualquer coisa como: "Senhor, dei testemunho de ti, como me mandaste fazer." Depois baixou-se no chão da terra, na ânsia de ser vista o menos possível.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Todos se entreolharam, constrangidos; era como ela tivesse ridicularizado aquilo que os reunia ali. E talvez tivessem razão, talvez ela de facto o tivesse feito! Pareciam agora querer dar por finda a reunião o mais depressa possível. Um dos que a presidiam - era também um dos que tinham gritado: "Fora daqui, maldito!" - pôs-se de pé para anunciar que deviam separar-se. Acrescentou que todos sabiam o motivo de se realizar a reunião naquele lugar e não na cidade, que a próxima reunião seria noutra parte; onde, não se sabia ainda. O Senhor certamente lhes escolheria um refúgio onde estariam ao abrigo da maldade dos homens; ele era o pastor, não abandonaria o seu rebanho.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Barrabás não ouviu mais nada: saiu furtivamente, antes dos outros, e estava contente ao ver-se longe dali.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Só podia sentir aversão por tudo aquilo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7934536344114113405-8505949915650313314?l=quemfoibarrabas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7934536344114113405/posts/default/8505949915650313314'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7934536344114113405/posts/default/8505949915650313314'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quemfoibarrabas.blogspot.com/2009/06/viu-numa-das-manchas-de-claridade.html' title=''/><author><name>António</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08478948604520023892</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_2oWWGeGZgQg/S2qhJhiekEI/AAAAAAAAA-0/qAp3emn7KuY/S220/eu.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7934536344114113405.post-1546201407554507787</id><published>2009-05-19T05:36:00.000-07:00</published><updated>2009-05-19T05:53:24.805-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Voltando-se para a direcção de onde vinha a voz, descobriu que era o galileu de barba vermelha que ali estava, iluminado por uma réstia de luz. Exprimia-se num tom mais calmo, não excitado como os outros, e com o sotaque do seu país, que soava um pouco ingénuo ao povo de Jerusalém. No entanto, despertava mais atenção do que os outros; todos pareciam suspensos aos seus lábios, embora as suas palavras nada tivessem de extraordinário. Começou por falar durante algum tempo do seu querido mestre, depois, sempre referindo-se a ele do mesmo modo, Mestre, recordou as suas predições segundo as quais os que nele acreditavam iam sofrer perseguições por sua causa. Se assim fosse, deveriam suportá-lo o melhor que podiam, e pensar no que o próprio mestre tinha sofrido. Sem dúvida, diferentes do mestre, não eram senão pobres seres humanos, fracos e humildes, mas deviam suportar as mais duras provas sem desertar, sem renegá-lo. Era tudo o que deviam fazer. O galileu parecia estar a dizer aquilo tanto para si mesmo como para os outros. Quando ele terminou, tinha-se a impressão que a assembleia estava um pouco desapontada. Notando, talvez, que desapontara os ouvintes, anunciou que ia recitar uma oração que o mestre lhe ensinou. Quando o fez, todos pareceram mais satisfeitos, alguns, com certeza, estavam sinceramente comovidos. Em todo o recinto reinava uma espécie de êxtase comum. Quando terminou a oração, os que estavam perto dele rodearam-no como se o quisessem "felicitar", e Barrabás viu que o orador estava cercado pelos homens que tinham gritado: "Retira-te maldito!"&lt;div&gt;Do seu canto, Barrabás, vigilante, observava-os e via tudo com os seus olhos encolhidos no fundo das órbitas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Súbitamente estremeceu...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7934536344114113405-1546201407554507787?l=quemfoibarrabas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7934536344114113405/posts/default/1546201407554507787'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7934536344114113405/posts/default/1546201407554507787'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quemfoibarrabas.blogspot.com/2009/05/voltando-se-para-direccao-de-onde-vinha.html' title=''/><author><name>António</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08478948604520023892</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_2oWWGeGZgQg/S2qhJhiekEI/AAAAAAAAA-0/qAp3emn7KuY/S220/eu.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7934536344114113405.post-518451965274192709</id><published>2009-04-18T13:52:00.000-07:00</published><updated>2009-04-18T14:13:27.223-07:00</updated><title type='text'>Dar testemunho do redentor ressuscitado...</title><content type='html'>&lt;a href="http://cache01.stormap.sapo.pt/fotostore02/fotos//cd/d0/9d/1495848_6MUnE.jpeg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 315px; CURSOR: hand; HEIGHT: 255px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://cache01.stormap.sapo.pt/fotostore02/fotos//cd/d0/9d/1495848_6MUnE.jpeg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Barrabás andou algumas vezes pela cidade enquanto morava na casa da mulher gorda. Duramte um desses passeios, aconteceu-lhe o seguinte:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Entrou numa casa que era uma espécie de adega, tecto baixo, com algumas trapeiras pelas quais penetrava alguma claridade, e saturada do cheiro acre de peles de animais e de ácidos. Devia ser um curtume, embora não estivesse localizado na Rua dos Curtidores, mas ao pé da montanha do Templo, na direcção do vale de Cédron. Era, provávelmente, um dos curtumes onde se preparava a pele dos animais sacrificados no Templo. Não devia ser muito usado; os reservatórios e tanques conservavam ainda o mau cheiro. O chão, por toda a parte onde se pisava, estava coberto de cascas de carvalho, detritos e sujidade de toda a espécie.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Barrabás entrou furtivamente sem ser visto e encolheu-se a um canto, perto da entrada. Ali ficou, de cócoras, correndo os olhos por todo o recinto repleto de gente que orava. Não conseguia ver todos, só destinguia aqueles que estavam na claridade proveniente das trapeiras. Mas também na penumbra deveriam estar a orar, pois de todos os lados partia o mesmo murmúrio. De vez em quando, o clamor de muitas vozes, vindo de uma determinada direcção, elevava-se, tornando-se cada vez mais alto, para depois ir diminuindo e acabar por se confundir com o burburinho geral. Ás vezes, todos os que se encontravam no recinto punham-se a orar em voz mais alta, com ardor crescente; e alguém entre a multidão erguia-se para, em êxtase, dar o seu testemunho do Redentor ressuscitado. Os outros então emudeciam e voltavam-se todos para aquele que falava, como se quisessem receber a sua força. Quando o orador terminava, começavam de novo a orar com redobrado ânimo. Na maioria das vezes, Barrabás não conseguia ver o rosto daquele que se levantava para testemunhar, mas quando um, bem perto dele, se ergueu, observou que esse mesmo estava completamente molhado de suor. Ficou a olhar para o homem, que se encontrava em estado de exaltação, e notou o suor a escorrer-lhe nas faces magras. Era um homem de meia idade. Depois de ter dado o seu testemunho, prostou-se no chão, de terra batida, tocando-o com a fronte, como toda a gente faz quando reza. Parecia ter-se lembrado de repente que também existia um Deus, não apenas aquele homem crucificado no qual falou durante o tempo todo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quando o homem terminou, veio de longe uma voz que Barrabás julgou reconhecer...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7934536344114113405-518451965274192709?l=quemfoibarrabas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7934536344114113405/posts/default/518451965274192709'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7934536344114113405/posts/default/518451965274192709'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quemfoibarrabas.blogspot.com/2009/04/dar-testemunho-do-redentor-ressuscitado.html' title='Dar testemunho do redentor ressuscitado...'/><author><name>António</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08478948604520023892</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_2oWWGeGZgQg/S2qhJhiekEI/AAAAAAAAA-0/qAp3emn7KuY/S220/eu.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7934536344114113405.post-2006833381124022680</id><published>2009-04-12T02:59:00.000-07:00</published><updated>2009-04-12T03:26:12.574-07:00</updated><title type='text'>Assim matutava a mulher gorda...</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_roIxafo4W4w/RloPDkOR3JI/AAAAAAAABNk/7Ezoe29Dbss/s400/Pablo_Picasso.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 224px; CURSOR: hand; HEIGHT: 285px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_roIxafo4W4w/RloPDkOR3JI/AAAAAAAABNk/7Ezoe29Dbss/s400/Pablo_Picasso.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ela gostaria de saber se o próprio Barrabás estava a par do que lhe aconteceu, se sabia que tinha dentro de si o espírito do outro, que morreu, mas que o espírito do crucificado vivia agora dentro dele. Ele sabia?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Talvez nem sequer suspeitasse. Mas era fácil constactar que ele sofria de uma má influência. O que, afinal, não era de admirar, pois tratava-se de um espírito estranho, que só lhe queria fazer mal.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sentiu pena dele, sinceramente; afligia-a vê-lo assim, a tal ponto que o seu estado lhe inspirava compaixão. Ele, por sua vez, nem parecia notá-la, não sentia nem ao menos o desejo de vê-la. Não lhe tinha a mínima afeição, e não era, pois, de admirar que nem olhasse para ela. O pior era que nem à noite manifestava vontade de possuí-la, o que provava ainda mais a sua completa indiferença. Ela é que era bastante imbecil para continuar ao lado daquele sujeito infame e deplorável. Passava as noites a chorar em silêncio, mas aquele pranto oculto não lhe trazia consôlo algum. Coisa estranha... ela nunca teria acreditado que tal coisa lhe pudesse vir a acontecer.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Como poderia ela fazê-lo voltar? Como expulsar dele o crucificado e fazer com que Barrabás voltasse a ser Barrabás? Não tinha a menor idéia de como se esconjuram espíritos. Não entendia absolutamente nada a esse respeito, e podia imaginar que se tratava de um espírito forte e perigoso; quase o temia, embora ela não fosse de natureza tímida. Pelos modos de Barrabás, via-se quanto o espírito era poderoso, como se apoderava de um indivíduo robusto e forte que pouco tempo antes só vivia a própria vida. Era inconcebível. Dava mesmo para ficar com medo. Certamente o espírito dispunha de uma força especial, por ter pertencido a um crucificado.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Medo própriamente ela não tinha. Mas não queria saber nada acerca de crucificados. Isso de condenados à morte não era com ela. Era dona de um corpo avantajado, bem crescido. Quem lhe convinha era Barrabás, mas Barrabás tal como era quando ainda era ele mesmo. Antes de lhe dar na veneta que era ele que devia ter morrido na cruz. O que ela aprovava, o que mais apreciava nele era justamente o facto de não ter sido crucificado, era o ter-se safado tão bem!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Assim matutava a mulher gorda na sua grande solidão. Mas acabava sempre por dizer a si mesma que, afinal, nada sabia a respeito de Barrabás. Não sabia o que se passava com ele, nem se estava ou não possuído pelo espírito do crucificado. O que era certo agora é que não se importava mais com ela, e que ela era suficientemente estúpida para lhe querer bem. Ao pensar nisso, chorava e sentia-se terrívelmente desgraçada.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7934536344114113405-2006833381124022680?l=quemfoibarrabas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7934536344114113405/posts/default/2006833381124022680'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7934536344114113405/posts/default/2006833381124022680'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quemfoibarrabas.blogspot.com/2009/04/assim-matutava-mulher-gorda.html' title='Assim matutava a mulher gorda...'/><author><name>António</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08478948604520023892</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_2oWWGeGZgQg/S2qhJhiekEI/AAAAAAAAA-0/qAp3emn7KuY/S220/eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_roIxafo4W4w/RloPDkOR3JI/AAAAAAAABNk/7Ezoe29Dbss/s72-c/Pablo_Picasso.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7934536344114113405.post-5547900129550858317</id><published>2009-04-04T10:32:00.000-07:00</published><updated>2009-04-04T11:00:46.819-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;E, sem dúvida, era isso mesmo, foi assim que as coisas se passaram, sem tirar nem pôr. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Imaginem, alguém lamentar-se por não ter sido crucificado! Só podia ser estúpido! Não conseguiu evitar o riso, de rir às gargalhadas do seu bom Barrabás. Ele parecia completamente desorientado. Mas isso explicava naturalmente tudo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Agora, porém, bastava; a brincadeira já estava a passar da conta, era preciso colocar um ponto final àquilo. O homem precisava de apanhar juízo. Ela ia falar com ele. Que estupidez era aquela?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Entretanto, ela nada lhe disse. Ficou tudo nas boas intenções. Fosse lá como fosse, não se podia falar com Barrabás acerca dos seus próprios assuntos. Pensava-se em fazê-lo, mas ficava tudo por ali mesmo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Continuou tudo com antes. ela sempre admirada das suas esquisitices, sem saber no que aquilo ia dar. Estaria ele doente? Realmente doente? Emagreceu muito e, no seu rosto pálido e escaveirado, o que apresentava um pouco de cor era únicamente a cicatriz, lembrança do golpe de faca que o tal Eliahu lhe aplicou. O seu aspecto era horrível, bem diferente do costume. Não era mais o mesmo, mudou em práticamente tudo. Arrastar a vida assim, vazia e oca, ficar por aí deitado, com os olhos no tecto! Um homem como Barrabás!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E... se não fosse ele? Se estivesse transformado em outra pessoa, num outro, como se estivesse possuído por alguém, pelo espírito do outro... Um espírito tinha entrado nele! Não era mais o mesmo que conhecia antes! Era exactamente esta a impressão que se tinha. O espírito do outro... Do que tinha sido realmente crucificado! Aquele, certamente, nada queria de bem... Ora, se o tal "salvador", ao entregar o espírito, o insuflara em Barrabás, para não morrer e para se vingar da injustiça de que fora vítima, vingar-se do homem que foi posto em liberdade... Era fácil de imaginar, era até muito possível. Pensando melhor no caso, podia dizer-se que Barrabás tinha estado assim estranho desde então; lembrava-se agora perfeitamente da sua insólita conduta ao chegar a sua casa logo depois de ser libertado. Era isso mesmo, isso explicava tudo. Um pouco difícil de compreender era como é que o rabi lhe insuflou o seu espírito, pois ele exalara o último suspiro no Golgotá, local onde Barrabás não podia ter estado. Mas diziam que o rabi era poderoso; certamente que podia transportar-se, invisível, para onde quisesse. Certamente que tinha poder suficiente para dispôr as coisas à vontade.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7934536344114113405-5547900129550858317?l=quemfoibarrabas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7934536344114113405/posts/default/5547900129550858317'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7934536344114113405/posts/default/5547900129550858317'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quemfoibarrabas.blogspot.com/2009/04/e-sem-duvida-era-isso-mesmo-foi-assim.html' title=''/><author><name>António</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08478948604520023892</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_2oWWGeGZgQg/S2qhJhiekEI/AAAAAAAAA-0/qAp3emn7KuY/S220/eu.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7934536344114113405.post-3404714499247331390</id><published>2009-03-22T02:43:00.000-07:00</published><updated>2009-03-22T03:20:51.177-07:00</updated><title type='text'>Lamentar-se por não ter morrido na vez do outro!</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_ePjIFGip98A/RnhYjoLksXI/AAAAAAAADnY/VHi0JtVEJO8/s400/homem_deitado_carvao.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 239px; CURSOR: hand; HEIGHT: 156px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_ePjIFGip98A/RnhYjoLksXI/AAAAAAAADnY/VHi0JtVEJO8/s400/homem_deitado_carvao.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_ePjIFGip98A/RnhYjoLksXI/AAAAAAAADnY/VHi0JtVEJO8/s400/homem_deitado_carvao.jpg"&gt;&lt;/a&gt;Barrabás tornou-se arredio, encerrou-se em si mesmo, não falava com pessoa alguma. Nunca mais saíu, passava dias e dias na casa da mulher gorda, deitado atrás da cortina de pano ou, quando havia algazarra demais na casa, refugiado na cabana de palmas em cima do telhado. Ali ficava durante dias inteiros, sem fazer nada nem tomar qualquer resolução. Ter-se-ia esquecido até de comer se não lhe tivessem posto comida na frente dele e insistido. Tornara-se completamente indiferente a tudo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A mulher gorda ignorava o que havia com ele, não compreendia mais nada, nem se atrevia a perguntar. O melhor seria deixá-lo em paz; era provávelmente o que ele desejava. Mal respondia quando lhe dirigiam a palavra. Se se espreitasse cautelosamente por detrás da cortina, poder-se-ia vê-lo deitado, com os olhos postos no tecto. Ela não sabia mais que pensar. Estaria ele a ficar louco? Estaria a perder a razão? Ela não o sabia, para falar a verdade.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Acabou, porém, por descobrir o que havia. Soube por acaso das suas relações com esses doidos que acreditavam no homem crucificado em lugar de Barrabás. Então era isso! Estava desvendado o mistério! Esta era a razão porque andava tão arredio; não podia ser outra coisa. A culpa era daqueles malucos, que naturalmente lhe tinham metido na cabeça aquelas loucuras. Qualquer um acabaria mesmo com a cabeça virada na companhia de tais farsantes.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eles estavam convencidos que o crucificado era uma espécie de salvador ou coisa parecida, que de um modo ou de outro os devia ajudar e dar-lhes tudo o que pediam. Ainda por cima acreditavam que ele seria o rei de Jerusalém e ia escorraçar os diabos imberbes. Ela não sabia ao certo qual a doutrina que pregavam, nem queria saber, mas o que ninguém duvidava era que não regulavam bem, não andavam muito certos da cabeça. Como, em nome do Senhor Deus, podia Barrabás meter-se com aquela gente? Como podia dar-se bem com eles? Mas sim! Ele mesmo era para ser crucificado e só escapou porque o tal salvador o tinha sido em seu lugar, o que naturalmente era horrível. Provávelmente, teve que lhes explicar que a culpa não era sua, e assim por diante. Teriam então discutido o caso, a conversa derrapou no tal sujeito em que acreditavam; que era um homem extraordinário, que era o que havia de mais puro e inocente, e mais isto e mais aquilo. Era uma personagem importante e foi um crime horrendo tratar assim tão grande rei e senhor! Tinham-lhe metido todas essas fantasias na cabeça, até ele virar doido e lamentar não ter sido crucificado, até ele se arrepender de não ter morrido em vez do outro!&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7934536344114113405-3404714499247331390?l=quemfoibarrabas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7934536344114113405/posts/default/3404714499247331390'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7934536344114113405/posts/default/3404714499247331390'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quemfoibarrabas.blogspot.com/2009/03/lamentar-se-por-nao-ter-morrido-na-vez.html' title='Lamentar-se por não ter morrido na vez do outro!'/><author><name>António</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08478948604520023892</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_2oWWGeGZgQg/S2qhJhiekEI/AAAAAAAAA-0/qAp3emn7KuY/S220/eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_ePjIFGip98A/RnhYjoLksXI/AAAAAAAADnY/VHi0JtVEJO8/s72-c/homem_deitado_carvao.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7934536344114113405.post-6646641095637930020</id><published>2009-03-15T02:48:00.000-07:00</published><updated>2009-03-15T08:22:42.407-07:00</updated><title type='text'>Barrabás, o libertado! Barrabás, o libertado!</title><content type='html'>&lt;a href="http://api.ning.com/files/odev4afPCJJY7Tui8cpJ9n6yw5KXjDfTG6-b773co7ye*IOIsHZiMUKzIxbL7W94jzpTsiblx4mOgRWsxWYb6uSImCcyFtME/barrabas2.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 276px; CURSOR: hand; HEIGHT: 172px" alt="" src="http://api.ning.com/files/odev4afPCJJY7Tui8cpJ9n6yw5KXjDfTG6-b773co7ye*IOIsHZiMUKzIxbL7W94jzpTsiblx4mOgRWsxWYb6uSImCcyFtME/barrabas2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;No dia seguinte evitou a cidade baixa e o Beco dos Oleiros, mas um homem da olaria encontrou-o por acaso sob as arcadas de Salomão e perguntou-lhe o que tinha achado da noite anterior, se havia reconhecido a verdade daquilo que lhe tinham anunciado. Respondeu que não duvidava de que o homem em cuja casa estivera era um morto ressuscitado, mas, na sua opinião, trazê-lo de volta à vida tinha sido um erro do Mestre. O oleiro, estupefacto, empalideceu ao ouvir as palavras ofensivas ao seu Senhor. Barrabás, porém, voltou-se simplesmente e deixou-o partir.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A história não devia ser conhecida sómente no Beco dos Oleiros mas também no dos Azeiteiros, no dos Curtidores e no dos Tecelões e em muitos outros; quando Barrabás, ao fim de certo tempo, voltou a esses lugares, notou que os crentes com os quais tinha o hábito de conversar já não se comportavam como antes. Falavam pouco, olhando-o de esguelha, com ares desconfiados. Nunca existiu intimidade entre Barrabás e os crentes, mas agora estes mostravam-lhe abertamente a sua hostilidade. Um velhinho enrugado, que ele nem sequer conhecia, abordou-o, perguntando porque é que, afinal de contas, vinha sempre ter com eles, qual era a sua intenção, se é que vinha enviado pelos guardas do templo ou pelos asseclas do sumo sacerdote, ou talvez pelos Saduceus... Sem responder, Barrabás encarou o velho, cuja cabeça calva estava vermelha de cólera. Nunca o vira antes, nem sabia quem era; devia ser tintureiro de profissão, pois à guisa de brincos tinha fios de lã azuis e vermelhos nas orelhas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Barrabás compreendeu que os tinha magoado e que a disposição para com ele mudou por completo. Por toda a parte encontrava caras fechadas e rancorosas, rijas de expressões de repúdio, e alguns fixavam-no com insistência, para lhe mostrar claramente que o queriam desmascarar, saber quem ele na verdade era. Ele porém, tantava fingir que nada percebia.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Um belo dia a notícia estourou. Espalhou-se como rastilho de pólvora por todos os lados onde moravam os crentes. De um momento para o outro, todos sabiam. Era &lt;strong&gt;ELE&lt;/strong&gt;! O que tinha sido libertado em lugar do Mestre! Do salvador, do Filho de Deus! Era Barrabás! Era Barrabás, o libertado.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Olhares hostis o perseguiam, o ódio brilhava nos olhos furiosos. A agitação não serenou, nem mesmo quando ele desapareceu para nunca mais reaparecer.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Barrabás, o libertado! Barrabás, o libertado!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7934536344114113405-6646641095637930020?l=quemfoibarrabas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7934536344114113405/posts/default/6646641095637930020'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7934536344114113405/posts/default/6646641095637930020'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quemfoibarrabas.blogspot.com/2009/03/barrabas-o-libertado-barrabas-o.html' title='Barrabás, o libertado! Barrabás, o libertado!'/><author><name>António</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08478948604520023892</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_2oWWGeGZgQg/S2qhJhiekEI/AAAAAAAAA-0/qAp3emn7KuY/S220/eu.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7934536344114113405.post-8255043707363192079</id><published>2009-03-08T14:44:00.000-07:00</published><updated>2009-03-08T15:27:18.075-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://agroxavier.zip.net/images/p.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 250px; CURSOR: hand; HEIGHT: 250px" alt="" src="http://agroxavier.zip.net/images/p.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Começou a escurecer no interior da casa e o homem ergueu-se e acendeu o lampião de óleo suspenso do tecto baixo. Depois trouxe pão e sal, que pôs sobre a mesa, entre ambos; partiu o pão e estendeu um pedaço a Barrabás, embebeu o seu no sal e convidou o visitante a fazer o mesmo. Barrabás teve d aquiescer, embora sentisse que a sua mão tremia. Comeram em silêncio, sob a luz mortiça do almpião a óleo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não repugnava a Barrabás partilhar um ágape com este homem, menos escrupuloso e exigente que os irmãos do Beeco dos Oleiros, e que não fazia uma grande diferença entre uma coisa e a outra. Mas quando aquela mão com dedos secos e amarelos lhe estendeu o pedaço de pão, e ele teve de o comer, julgou sentir na boca um gosto a cadáver.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Que significado poderia ter o facto de comer na companhia daquele homem? Que mistério encerrava este estranho repasto?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quando terminaram, o homem acompanhou-o até à porta, desejando-lhe que partisse em paz. Barrabás murmurou qualquer coisa vaga, afastando-se apressadamente na escuridão da noite. Desceu a montanha e dirigiu-se a passos largos para a cidade, a cabeça cheia de tumultuosos pensamentos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A mulher gorda surpreendeu-se vivamente ante a violência com que ele a possuía nessa noite; nunca o viu antes com tanto ardor. Não conseguia descortinar o motivo da desusada paixão, mas parecia que ele tinha necessidade de se agarrar a qualquer coisa. E se alguém lhe pudesse dar aquilo pelo que ansiava, era ela. Deitada a seu lado, sonhava que ainda era nova e tinha alguém que a amava perdidamente...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7934536344114113405-8255043707363192079?l=quemfoibarrabas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7934536344114113405/posts/default/8255043707363192079'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7934536344114113405/posts/default/8255043707363192079'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quemfoibarrabas.blogspot.com/2009/03/comecou-escurecer-no-interior-da-casa-e.html' title=''/><author><name>António</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08478948604520023892</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_2oWWGeGZgQg/S2qhJhiekEI/AAAAAAAAA-0/qAp3emn7KuY/S220/eu.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7934536344114113405.post-231739316851580854</id><published>2009-03-01T12:38:00.000-08:00</published><updated>2009-03-01T13:05:43.862-08:00</updated><title type='text'>O reino da morte</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_WR_zYiebAkk/R9a579TxEyI/AAAAAAAADss/szChJSpnbYc/s400/IMG_5978.JPG"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 214px; CURSOR: hand; HEIGHT: 284px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_WR_zYiebAkk/R9a579TxEyI/AAAAAAAADss/szChJSpnbYc/s400/IMG_5978.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;em&gt;[Imagem retirada da internet - &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://galeriaphotomaton.blogspot.com/2008/03/rogrio-ribeiro-galeria-e-textos-de.html"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;em&gt;galeriaphotomaton.blogspot.com/&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;]&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/em&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O homem permaneceu calado durante algum tempo, depois perguntou-lhe se acreditava que o rabi era filho de Deus. Após alguma hesitação, Barrabás respondeu que não acreditava, pois era muito dificil mentir perante aqueles olhos vazios que pareciam não se importar absolutamente se alguém mentia ou não. O homem não se alarmou, fez apenas um sinal com a cabeça e disse:- Eu sei. Muitos não acreditam. A sua mãe, que esteve aqui ontem, também não acredita. Mas ele a mim ressuscitou-me dos mortos para que eu desse testemunho dele.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Barrabás disse que, nesse caso, percebia-se que ele acreditasse no mestre, ao qual devia estar eternamente grato pelo grande milagre realizado. O outro respondeu que sim, que lhe agradecia todos os dias o ter-lhe restituído a vida, afastando-o do reino da morte.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- O reino da morte! - exclamou Barrabás, notando que a própria voz tremia. - O reino da morte? Como é esse reino? Tu, que estiveste lá, diz-me, como é ele?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Como é? - repetiu o outro, com olhar interrogativo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Era evidente que não compreendia muito bem o que Barrabás queria dizer. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Sim! Que lugar é esse pelo qual andaste?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Não estive em parte alguma - respondeu o homem, que não parecia gostar do arrebatamento do seu visitante. - Apenas estive morto... E a morte é o nada.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Nada?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Nada. Que queres tu que ela seja?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Barrabás fitou-o.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Achas que devia contar-te algo a respeito do reino da morte? Pois não posso. O reino da morte é o nada. Ele existe... Mas é o nada.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Barrabás continuava a fitar aquele rosto em ruínas, que lhe infundia pavor, mas do qual não podia tirar os olhos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Não... - continuou o homem, os olhos vazios fitando o espaço ao longe. - O reino da morte é o nada. E, para quem esteve lá, tudo o mais também o é. É estranho fazeres-me semelhante pergunta - continuou. - Porque a fazes? Habitualmente não me perguntam tais coisas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Contou então que os irmãos de Jerusalém frequentemente lhe enviavam gente para ser convertida e que muitos o tinham sido. Deste modo servia o mestre e compensava em parte a sua grande dívida de gratidão, pela vida que lhe foi restituída. Quase todos os dias, o jovem oleiro ou outro confrade lhe trazia alguém, diante do qual atestava a sua ressureição. Mas não falava do reino da morte. Era a primeira vez que alguém o indagava a esse respeito.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7934536344114113405-231739316851580854?l=quemfoibarrabas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7934536344114113405/posts/default/231739316851580854'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7934536344114113405/posts/default/231739316851580854'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quemfoibarrabas.blogspot.com/2009/03/o-reino-da-morte.html' title='O reino da morte'/><author><name>António</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08478948604520023892</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_2oWWGeGZgQg/S2qhJhiekEI/AAAAAAAAA-0/qAp3emn7KuY/S220/eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_WR_zYiebAkk/R9a579TxEyI/AAAAAAAADss/szChJSpnbYc/s72-c/IMG_5978.JPG' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7934536344114113405.post-4900461245487849657</id><published>2009-02-22T01:17:00.000-08:00</published><updated>2009-02-22T01:37:43.563-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://www.masp.art.br/exposicoes/2006/portinari/port3.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 339px; CURSOR: hand; HEIGHT: 420px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://www.masp.art.br/exposicoes/2006/portinari/port3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O homem que procuravam morava numa pequena aldeia nos flancos da montanha. Quando o jovem oleiro, que o tinha acompanhado, afastou da entrada da casa a esteira de palha que a fechava, viu-o sentado, com os braços sobre a mesa e os olhos fitando o horizonte longínquo. Não pareceu notar a presença dos dois, até que o jovem o saudou com a sua voz sonora. Então voltou lentamente a cabeça na sua direcção e respondeu ao cumprimento numa voz estranha, sem ressonância. Quando o jovem lhe transmitiu a saudação dos irmãos do Beco dos Oleiros e lhe disse ao que vinham, ele convidou-os, com um gesto de mão, a tomar um lugar à mesa.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Barrabás sentou-se na sua frente e não pôde deixar de observar aquele rosto amarelo, duro e ósseo. A pele estava completamente ressecada. Barrabás nunca supusera que um rosto humano pudesse assumir um tal aspecto, nunca viu algo tão desolador. Lembrava um deserto.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A uma pergunta do jovem, o homem explicou que, de facto, tinha estado morto, mas que o rabi da Galiléia, seu Mestre, o restituíu à vida. Esteve 4 dias no túmulo, mas as forças do seu corpo e da sua alma eram as mesmas de antes, nada havia mudado. Tinha o Mestre, assim, revelado o seu poder e a sua glória, tinha mostrado que era o filho de Deus. O homem falava devagar, num tom monótono, olhando sempre para Barrabás, com os seus olhos pálidos e sem brilho.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Quando terminou, a conversa ainda prosseguiu durante algum tempo à volta do Mestre e das suas grandes obras. Barrabás não tomou parte no colóquio. Pouco depois, o jovem oleiro ergueu-se e deixou-os, para ir visitar os seus pais que moravam na mesma aldeia.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Barrabás não tinha vontade nenhuma de ficar a sós com o homem. Mas não podia ir-se embora assim, sem mais nem menos, e não atinou com um pretexto qualquer para o fazer. O outro fixava-o sempre com o seu estranho olhar apagado, que nada exprimia, sem demonstrar o mínimo interesse pelo visitante, mas que, assim mesmo, o atraía de maneira inexplicável. O seu único anseio era evadir-se dali, libertar-se daquela estranha atracção e fugir. Mas não o conseguia.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7934536344114113405-4900461245487849657?l=quemfoibarrabas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7934536344114113405/posts/default/4900461245487849657'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7934536344114113405/posts/default/4900461245487849657'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quemfoibarrabas.blogspot.com/2009/02/o-homem-que-procuravam-morava-numa.html' title=''/><author><name>António</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08478948604520023892</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_2oWWGeGZgQg/S2qhJhiekEI/AAAAAAAAA-0/qAp3emn7KuY/S220/eu.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7934536344114113405.post-6815765869440420463</id><published>2009-02-09T01:20:00.000-08:00</published><updated>2009-02-09T02:25:50.379-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_2oWWGeGZgQg/SZAEKtakX0I/AAAAAAAAA9w/TiqCRjxJ0Uc/s1600-h/jerusalem"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5300741343451307842" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 133px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_2oWWGeGZgQg/SZAEKtakX0I/AAAAAAAAA9w/TiqCRjxJ0Uc/s200/jerusalem" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Assim pensava Barrabás ao afastar-se dos discípulos, após ter tentado tornar-se um deles. E deixou a passos largos a olaria do beco dos Oleiros, onde tão claramente lhe haviam demonstrado que não queriam tê-lo no seu meio.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Tomou a resolução de nunca mais os procurar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas quando, no dia seguinte, passou por lá outra vez, perguntaram-lhe quais eram as dúvidas que tinha na fé que eles professavam, mostrando-se arrependidos por o não terem acolhido carinhosamente e por não se terem esforçado por instruir e esclarecer um homem tão ávido de conhecimentos. O que desejava ele perguntar? O que é que lhe parecia incompreensível?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Inicialmente, Barrabás queria dar de ombros e responder que não compreendia absolutamente nada e que tudo aquilo lhe era indiferente. Mas, pensando melhor, mencionou como exemplo a ideia da ressureição, que lhe era difícil conceber. Não acreditava que um morto pudesse retornar à vida.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Os oleiros ergueram os olhos e encararam-no; depois entreolharam, de modo significativo. Após terem trocado entre si algumas palavras em voz baixa, o mais idoso perguntou-lhe se queria ver um homem que o Mestre tinha ressuscitado. Teria de ser à noite, após fecharem as suas oficinas, pois o homem morava um pouco longe de Jerusalém.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Barrabás assustou-se. Por aquela não esperava. Imaginara que iriam debater a questão, expôr os seus pontos de vista, e não entrar em campo com uma prova tão esmagadora e convincente. É verdade que estava persuadido de que tudo aquilo não passava de fantasia, de piedosa fraude; o homem sem dúvida não tinha estado morto. Mas mesmo assim sentiu que o invadia um certo temor. De modo algum queria encontrar o tal homem. Mas não podia confessá-lo. Era preciso simular gratidão pela oportunidade que lhe ofereciam os discípulos de certificar-se do poder do seu Senhor e Mestre.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7934536344114113405-6815765869440420463?l=quemfoibarrabas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7934536344114113405/posts/default/6815765869440420463'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7934536344114113405/posts/default/6815765869440420463'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quemfoibarrabas.blogspot.com/2009/02/assim-pensava-barrabas-ao-afastar-se.html' title=''/><author><name>António</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08478948604520023892</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_2oWWGeGZgQg/S2qhJhiekEI/AAAAAAAAA-0/qAp3emn7KuY/S220/eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_2oWWGeGZgQg/SZAEKtakX0I/AAAAAAAAA9w/TiqCRjxJ0Uc/s72-c/jerusalem' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7934536344114113405.post-7585406189466568282</id><published>2009-02-02T00:58:00.000-08:00</published><updated>2009-02-02T02:01:30.884-08:00</updated><title type='text'>Como podia alguém querer sofrer?</title><content type='html'>&lt;a href="http://farm4.static.flickr.com/3291/2701695023_b852b3b3cb.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 390px; CURSOR: hand; HEIGHT: 250px" alt="" src="http://farm4.static.flickr.com/3291/2701695023_b852b3b3cb.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Afirmavam os díscipulos que o Mestre morrera por eles. Podia ser. Mas na realidade foi por ele, Barrabás - ninguém o podia contestar! Estava na verdade mais próximo, mais ligado àquele homem do que eles, do que qualquer outra pessoa; o seu grau de relação com o crucificado era bem outro, mais íntimo e directo. E eles repeliam-no, não queriam nada com ele! Ele era o escolhido, podia-se dizer, escolhido para não sofrer, para escapar aos tormentos da cruz! Ele era o verdadeiro eleito, libertado na vez do filho de Deus, por este o ter desejado e ordenado! E os outros nem sequer suspeitavam disso!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas aquela "fraternidade", os seus "ágapes" e o seu "amai-vos uns aos outros" eram-lhe indiferentes. Ele não queria nada com eles, queria apenas ser ele mesmo. Na relação com aquele a quem chamavam o filho de Deus, com o crucificado, ele era sempre o mesmo, era Barrabás como em tudo. Não era escravo subordinado ao Mestre, como eles! Não era dos que suspiravam e imploravam a seus pés.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Como podia alguém &lt;strong&gt;querer&lt;/strong&gt; sofrer? Não sendo necessário, sem ser obrigado pela força... isto era incompreensível, uma ideia assim só nos pode inspirar desgosto. Pensando desta forma, Barrabás revia na sua mente o corpo magro e deplorável do crucificado, os braços que cediam, mal suportando o peso do corpo, e a boca tão ressequida que nem sequer conseguia pedir água. Não, ele não podia simpatizar com alguém que daquela maneira procurava o sofrimento, alguém que se pregava a si mesmo na cruz. Não apreciava absolutamente tal gesto nem a pessoa que o praticara. Mas aquela gente toda adorava o crucificado e os sofrimentos dele, a sua morte vil e lamentável; dir-se-ia que, para eles, quanto mais degradante, mais miserável, melhor. Adoravam a própria morte. Era horrível, repulsivo, enchia-o de desgosto. Sentiu mesmo aversão por eles, pela sua doutrina e por aquele a quem afirmavam crer.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não gostava, absolutamente, da morte. Abominava-a, não tinha o menor desejo de morrer. Talvez por isso não morrera, por isso foi o escolhido para ser posto em liberdade. Se o crucificado fosse realmente o filho de Deus, seria omnisciente, e já o saberia muito antes que Barrabás não queria sofrer nem morrer. Por isso o crucificado tomou o lugar dele. Barrabás teve apenas de segui-lo até ao Golgotá, para ver como é que eles o crucificavam. Nada mais foi exigido dele, e isso pareceu-lhe muito cruel, a tal ponto se lhe mostrara desagradável a morte e tudo quanto se relaciona com ela.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sim, ele era verdadeiramente o homem pelo qual o filho de Deus tinha morrido! Foi para ele, e a mais ninguém, que se destinaram as palavras: "Libertai esse e crucificai-o a Ele!".&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7934536344114113405-7585406189466568282?l=quemfoibarrabas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7934536344114113405/posts/default/7585406189466568282'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7934536344114113405/posts/default/7585406189466568282'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quemfoibarrabas.blogspot.com/2009/02/como-podia-alguem-querer-sofrer.html' title='Como podia alguém querer sofrer?'/><author><name>António</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08478948604520023892</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_2oWWGeGZgQg/S2qhJhiekEI/AAAAAAAAA-0/qAp3emn7KuY/S220/eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://farm4.static.flickr.com/3291/2701695023_b852b3b3cb_t.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7934536344114113405.post-3350909248159323110</id><published>2009-01-25T05:59:00.000-08:00</published><updated>2009-01-25T06:48:36.185-08:00</updated><title type='text'>Tudo não passava de meras fantasias!</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_2oWWGeGZgQg/SXx7nTBR72I/AAAAAAAAA9Y/o1K_NpZdN_k/s1600-h/god_clouds.jpeg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5295243176931618658" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 162px; CURSOR: hand; HEIGHT: 116px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_2oWWGeGZgQg/SXx7nTBR72I/AAAAAAAAA9Y/o1K_NpZdN_k/s200/god_clouds.jpeg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;  &lt;div&gt;Barrabás chegou ao ponto de fingir que desejava tornar-se um deles, se apenas pudesse compreender bem a sua fé. Responderam que teriam grande prazer em vê-lo no meio deles, e que de boa vontade tentariam explicar-lhe, como melhor pudessem, a doutrina do Mestre, mas na realidade não aparentavam estar muito satisfeitos com essa perspectiva, o que era bem estranho. Censuravam-se por não sentirem verdadeira alegria perante essas tentativas de aproximação, perante a possibilidade de angariarem um novo adepto, o que habitualmente lhes causava tanto prazer. Qual seria o motivo? Barrabás, no entanto, compreendeu-o. Levantou-se bruscamente e saiu com passos rápidos, tingindo-se-lhe de cor sanguínea a cicatriz.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Crer! Como poderia crer no homem que viu pregado numa cruz? No corpo, já morto desde tanto tempo e que não despertou para uma nova vida, como ele mesmo verificou? Aquilo era pura imaginação! Tudo não passava de meras fantasias que aquela gente metia na cabeça! Ninguém despertava da morte, nem mesmo o adorado "Mestre"! Além disso, ele, Barrabás, não era responsável pela escolha que tinha sido feita! Isso era lá com eles! Podiam ter escolhido qualquer um e a sorte decidira: o escolhido foi ele. Filho de Deus! Ora, aquele não era filho de Deus nem nada! Se o fosse, não teria sido crucificado, a menos que ele assim o quisesse! Era estranho e horrível que ele &lt;strong&gt;quisesse&lt;/strong&gt; sofrer. Fosse ele realmente filho de Deus, e nada lhe teria sido mais fácil do que escapar ao suplício. Mas ele não &lt;strong&gt;queria&lt;/strong&gt; escapar. Queria morrer e sofrer da forma mais atroz, não pretendia livrar-se, e assim aconteceu, conseguira o que queria, não foi libertado. Deixou Barrabás ficar livre em seu lugar. Dera a ordem: "Libertai Barrabás e crucificai-me a mim."&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não era, pois o filho de Deus; claro que não...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Usou o seu poder da forma mais singular possível. Empregou-o, por assim dizer, no sentido de não se prevalecer dele, deixando os outros resolver como queriam; absteve-se de intervir, fazendo assim triunfar a sua vontade, que era ser crucificado em lugar de Barrabás.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7934536344114113405-3350909248159323110?l=quemfoibarrabas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7934536344114113405/posts/default/3350909248159323110'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7934536344114113405/posts/default/3350909248159323110'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quemfoibarrabas.blogspot.com/2009/01/tudo-no-passava-de-meras-fantasias.html' title='Tudo não passava de meras fantasias!'/><author><name>António</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08478948604520023892</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_2oWWGeGZgQg/S2qhJhiekEI/AAAAAAAAA-0/qAp3emn7KuY/S220/eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_2oWWGeGZgQg/SXx7nTBR72I/AAAAAAAAA9Y/o1K_NpZdN_k/s72-c/god_clouds.jpeg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7934536344114113405.post-5766657815332723849</id><published>2009-01-18T09:03:00.000-08:00</published><updated>2009-01-18T09:21:13.149-08:00</updated><title type='text'>Todos o evitavam...</title><content type='html'>&lt;a href="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/3/39/Agape_feast_03.jpg/250px-Agape_feast_03.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 250px; CURSOR: hand; HEIGHT: 180px" alt="" src="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/3/39/Agape_feast_03.jpg/250px-Agape_feast_03.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sabiam muito bem que Barrabás não partilhava a crença deles e por isso estavam sempre prevenidos contra ele. Alguns mesmo, demonstravam abertamente a sua desconfiança e todos davam a entender que não nutriam grande simpatia por ele. Barrabás estava habituado a atitudes dessas, mas, coisa curiosa, daquela vez sentiu-se magoado, o que nunca tinha acontecido anteriormente. Todos o evitavam e preferiam não ter que falar com ele. Talvez fosse o seu aspecto, o golpe de faca na cara, de origem desconhecida, meio oculto pela barba, ou os seus olhos, tão profundos que ninguém conseguia vê-los perfeitamente. Talvez fosse isso que fizesse com que as pessoas o evitassem e fugissem dele quando se aproximava. Barrabás sabia-o muito bem, mas, que lhe importava a opinião dos outros? O que os outros pudessem pensar dele sempre lhe foi indiferente.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nunca tivera a sensação de sofrer com o desprezo que lhe votavam.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Aqueles adeptos do rabi, porém, estavam estreitamente ligados entre si pelo laço comum, e todos se precatavam para impedir que penetrasse no seio da confraria alguém que nada tinha que ver com ela. Realizavam as suas reuniões e seus ágapes de confraternização, onde repartiam o pão e o vinho entre si, como numa grande família. Provávelmente, isso fazia parte da doutrina, do seu "amai-vos uns aos outros". O que não se podia saber era se também amavam alguém que não fosse como eles.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;De forma alguma Barrabás quereria tomar parte num daqueles ágapes; só a ideia de ligar-se dessa maneira a outros o repugnava. Queria ser sempre livre e independente, nada mais.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Todavia, não deixava de pensar neles e de os procurar.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7934536344114113405-5766657815332723849?l=quemfoibarrabas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7934536344114113405/posts/default/5766657815332723849'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7934536344114113405/posts/default/5766657815332723849'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quemfoibarrabas.blogspot.com/2009/01/todos-o-evitavam.html' title='Todos o evitavam...'/><author><name>António</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08478948604520023892</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_2oWWGeGZgQg/S2qhJhiekEI/AAAAAAAAA-0/qAp3emn7KuY/S220/eu.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7934536344114113405.post-7947660869719117808</id><published>2009-01-07T00:42:00.000-08:00</published><updated>2009-01-07T01:29:07.484-08:00</updated><title type='text'>Que gente esquisita, aquela!</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.forerunner.com/blog/uploaded_images/creation-of-adam-750384.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 356px; CURSOR: hand; HEIGHT: 186px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://www.forerunner.com/blog/uploaded_images/creation-of-adam-750384.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Não, ele já não era o mesmo depois de tudo aquilo que lhe acontecera, depois de ter estado muito próximo de ser crucificado. Era-lhe aparentemente difícil acostumar-se à ideia de não o ter sido, dizia ela consigo, o que lhe pareceu tão absurdo, que, ali mesmo, deitada com as mãos sobre o enorme ventre, à hora da pior canícula, riu-se às gargalhadas.&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Barrabás não deixava de encontrar muitas vezes adeptos do rabi crucificado. Não se podia dizer que os procurasse de propósito, mas eles andavam por toda a parte, nas ruas e praças, e, quando por acaso os encontrava, detinha-se de boa vontade para uma conversa rápida e perguntava acerca do Mestre e da estranha doutrina da qual sabia tão pouco. Amai-vos uns aos outros... Evitava a praça do Templo e as ruas bonitas dos arredores, percorrendo sempre os becos da cidade baixa, onde os artesãos trabalhavam nas suas oficinas e os vendilhões apregoavam mercadorias. Havia muitos crentes entre entre essa gente simples, e Barrabás não os achava tão desagradáveis como os que encontrara na galeria. Conheceu grande parte das suas estranhas concepções, mas não era fácil penetrar na vida íntima deles e compreende-los plenamente, talves porque se exprimiam de uma forma tão ingénua. Acreditavam firmemente que o seu Mestre ressuscitou e não tardaria a vir, à frente das suas legiões celestes, e instalar o seu reino. Todos diziam a mesma coisa, isso deve ter-lhes sido ensinado. Mas nem todos estavam igulamente convencidos de que ele era o filho de Deus. Alguns achavam mesmo pouco provável que ele o pudesse ser, pois tinham-no visto e ouvido, inclusive tinham falado com ele. Um deles tinha-lhe costurado um par de sandálias, tirou-lhe as medidas e tudo o mais. Estes não conseguiam imaginar que ele fosse filho de Deus. Muitos, porém, afirmavam que ele o era e que iria sentar-se nas nuvens, no trono do céu, ao lado de seu pai. Mas antes seria preciso que este mundo imperfeito e cheio de pecados desaparecesse.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Que gente esquisita, aquela!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7934536344114113405-7947660869719117808?l=quemfoibarrabas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7934536344114113405/posts/default/7947660869719117808'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7934536344114113405/posts/default/7947660869719117808'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quemfoibarrabas.blogspot.com/2009/01/que-gente-esquisita-aquela.html' title='Que gente esquisita, aquela!'/><author><name>António</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08478948604520023892</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_2oWWGeGZgQg/S2qhJhiekEI/AAAAAAAAA-0/qAp3emn7KuY/S220/eu.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7934536344114113405.post-7663020928463173239</id><published>2009-01-04T01:26:00.000-08:00</published><updated>2009-01-04T02:08:05.702-08:00</updated><title type='text'>Porque é que permanecia em Jerusalém...</title><content type='html'>&lt;a href="http://kinnernet.editme.com/files/DannyBlumenfeld/paint4-big.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 196px; CURSOR: hand; HEIGHT: 317px" alt="" src="http://kinnernet.editme.com/files/DannyBlumenfeld/paint4-big.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;  &lt;div&gt;Frequentemente, Barrabás perguntava a si mesmo porque permanecia em Jerusalém, onde nada tinha que fazer. Perambulava pela cidade, sem nenhum propósito, sem tomar qualquer resolução. Sabia muito bem que lá em cima, nas montanhas, os camaradas deveriam estar bastante admirados da sua demora. Porque tardava ir, porque se detinha ali? Nem mesmo ele sabia a resposta.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A mulher gorda acreditava a príncipio que era por sua causa, mas depressa verificou o engano. Ficou até um pouco magoada mas, meu Deus, os homens são sempre ingratos quando obtêm com facilidade tudo o que desejam. Em todo o caso, ela tinha-o a seu lado e era tão bom ter um rapagão daqueles, ter alguém a quem se gosta afagar! E com Barrabás ao menos havia uma certeza: não se importava com ela, mas também não andava atrás de nenhuma outra. Não se afeiçoava a ninguém. Nunca se apegara a quem quer que fosse. De um modo ou de outro, a sua indiferença magoava-a, pelo menos nos momentos em que se entregavam juntos ao amor. Às vezes ela sentia-se triste e choramingava baixinho quando estava só. Isso, porém, não era de todo desagradável; o pranto tinha o seu lado bom. Ela possuía grande experiência no amor, e não o desdenhava em qualquer das suas diferentes formas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O que ela não podia compreender era porque é que Barrabás se demorava tanto em Jerusalém. O que faria durante todo o dia? Não era preguiçoso como esses vagabundos que se viam por toda a parte; habituara-se à vida movimentada e perigosa. Não era muito do seu feitio andar a vadiar pelas ruas, sem fazer nada.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7934536344114113405-7663020928463173239?l=quemfoibarrabas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7934536344114113405/posts/default/7663020928463173239'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7934536344114113405/posts/default/7663020928463173239'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quemfoibarrabas.blogspot.com/2009/01/porque-que-permanecia-em-jerusalm.html' title='Porque é que permanecia em Jerusalém...'/><author><name>António</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08478948604520023892</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_2oWWGeGZgQg/S2qhJhiekEI/AAAAAAAAA-0/qAp3emn7KuY/S220/eu.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7934536344114113405.post-2182916115500061007</id><published>2008-12-11T00:27:00.000-08:00</published><updated>2008-12-11T12:57:01.541-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://www.paulinas.org.br/diafeliz/images/evangelho/Mt28_1-10.gif"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 263px; CURSOR: hand; HEIGHT: 199px" alt="" src="http://www.paulinas.org.br/diafeliz/images/evangelho/Mt28_1-10.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Ele sentiu-se comovido ao ouvir estas palavras. Contra a sua vontade sentiu alguma coisa, mas não conseguia definir o que era. Ficou parado algum tempo, indeciso, sem saber o que dizer nem o que fazer. Depois aproximou-se do sepulcro, como tencionara, e certificou-se que estava vazio. Mas isso, afinal, já sabia de antemão, e, além do mais, era-lhe indiferente. Que lhe importava que estivesse vazio ou não? Voltou em seguida para junto da mulher, que estava no mesmo lugar. O seu rosto estava tão transfigurado e irradiava tal bem-aventurança, que ele experimentou um sentimento de sincera pena. Na realidade, o que a tornava assim feliz não era verdade, não existia. Poderia ter-lhe explicado o que havia exactamente naquela ressureição, mas... não a tinha magoado já o suficiente? Não conseguiu decidir-se a dizer-lhe a verdade. Perguntou-lhe cautelosamente como ela achava que as coisas se tinham passado, de que maneira o morto havia ressuscitado.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ela encarou-o espantada. Então ele não sabia? Em seguida, radiante, pôs-se a contar detalhadamente, com a sua voz anasalada, como um anjo se precipitara dos céus, o braço estendido que nem ponta de lança e o manto ondulando tal qual enorme chama. A ponta da lança e o manto ondulado penetrara entre a laje e a rocha, separando-as. Parecia a coisa mais simples do mundo, e de facto era-o, embora fosse um milagre. Eis o que se passara. Ele não tinha visto?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Barrabás baixou os olhos e repondeu que não. No íntimo, estava muito satisfeito por nada ter visto. Era prova de que os seus olhos agora estavam normais como os de toda a gente, que ele já não sofria mais alucinações, vendo apenas aquilo que realmente existia. Aquele homem não exercia mais poder sobre ele. Não vira a ressureição nem nada. A mulher, no entanto, continuava ali, com os olhos brilhantes, rememorando o que presenciara. Finalmente ela pôs-se de pé para se ir embora e andaram juntos um pedaço do caminho, em direcção à cidade. Não trocaram muitas palavras, mas ele soube que, desde o último encontro, ela começara a acreditar naquele a quem chamavam o Filho de Deus, e a quem ele, por sua vez, chamava o morto. Quando, porém, lhe perguntou o que ensinava ele afinal, ela não quis responder; virou o rosto, evitando que os seus olhos se encontrassem com os dele. Chegaram a um ponto em que o caminho se dividia; a mulher ia tomar a direcção do vale do Guében-Hinnom, ao passo que ele pretendia continuar directamente até à porta de David. Antes de se separarem, tornou de novo a perguntar-lhe qual era a doutrina que aquele homem pregava, na qual ela acreditava, embora aquilo não fosse da sua conta. Ela deteve-se, olhou para o chão, e depois atirou um olhar esquivo a Barrabás. Disse gaguejando:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- "Amai-vos uns aos outros".&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Em seguida cada um foi para o seu lado.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas Barrabás parou e seguiu-a com os olhos, durante longo tempo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7934536344114113405-2182916115500061007?l=quemfoibarrabas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7934536344114113405/posts/default/2182916115500061007'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7934536344114113405/posts/default/2182916115500061007'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quemfoibarrabas.blogspot.com/2008/12/ele-sentiu-se-comovido-ao-ouvir-estas.html' title=''/><author><name>António</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08478948604520023892</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_2oWWGeGZgQg/S2qhJhiekEI/AAAAAAAAA-0/qAp3emn7KuY/S220/eu.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7934536344114113405.post-7202640103137600100</id><published>2008-12-07T03:14:00.000-08:00</published><updated>2008-12-07T04:37:01.463-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Barrabás saiu do seu esconderijo e foi examinar mais detalhadamente a sepultura. Ao passar pelo vulto cinzento, ajoelhado no meio do caminho, viu, surpreendido, que era a mulher de lábio leporino. Parou para observá-la. O rosto pálido e escaveirado da mulher estava direccionado para a sepultura vazia e o seu olhar extasiado não via outra coisa. Tinha a boca entreaberta e mal respirava; a ferida que lhe deformava o lábio superior estava branca. Ela nem deu conta da presença de Barrabás.&lt;br /&gt;Ao vê-la assim, a sensação quase de impudor apoderou-se dele, causando-lhe uma estranha sensação. Recordou-se então de algo que não queria lembrar. Lembrou-se de outra ocasião em que viu o rosto daquela mulher assim, como hoje. Então também sentiu vergonha... Deu de ombros e afastou de si essa imagem do passado.&lt;br /&gt;Finalmente ela viu-o. Também se admirou muito de o encontrar por ali. Não era de estranhar, pois ele mesmo estava admirado de se encontrar naquele lugar. O que tinha ele a ver com tudo aquilo?&lt;br /&gt;Barrabás teria preferido simular que vinha simplesmente andando pelo caminho e que só por acaso passava por ali, sem saber que lugar era aquele nem que havia qualquer supultura por ali. Saberia ele fingir? Talvez não o conseguisse, talvez ela não acreditasse. Em todo o caso foi ao seu encontro e perguntou:&lt;br /&gt;- O que fazes aí de joelhos?&lt;br /&gt;A mulher não ergueu os olhos nem tão pouco se moveu. Continuou com antes, os olhos postos no sepulcro aberto na rocha. Numa voz quase inaudível, murmurou:&lt;br /&gt;- O filho de Deus ressuscitou...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7934536344114113405-7202640103137600100?l=quemfoibarrabas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7934536344114113405/posts/default/7202640103137600100'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7934536344114113405/posts/default/7202640103137600100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quemfoibarrabas.blogspot.com/2008/12/barrabs-saiu-do-seu-esconderijo-e-foi.html' title=''/><author><name>António</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08478948604520023892</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_2oWWGeGZgQg/S2qhJhiekEI/AAAAAAAAA-0/qAp3emn7KuY/S220/eu.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7934536344114113405.post-2590309516183858679</id><published>2008-11-22T05:59:00.001-08:00</published><updated>2008-11-22T06:20:49.251-08:00</updated><title type='text'>Ele sabia que o morto não ia sair da sepultura</title><content type='html'>&lt;a href="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/8/8e/Nova-Jerusalém-Túmulo-de-Jesus.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 298px; CURSOR: hand; HEIGHT: 238px" alt="" src="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/8/8e/Nova-Jerusalém-Túmulo-de-Jesus.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Estava acocorado atrás de um arbusto de tamargas do outro lado da estrada, exactamente em frente à sepultura. Logo que o dia clareasse ele ia vê-la muito bem. Do lugar onde se encontrava ia vê-la perfeitamente. Assim o sol viesse!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Naturalmente sabia que o morto não ia sair da sepultura, mas mesmo assim queria certificar-se com os seus próprios olhos para afastar toda e qualquer sombra de dúvida. Levantara-se, por isso, muito cedo, antes do nascer do sol, e viera colocar-se à espreita, atrás do arbusto. Admirava-se do seu próprio gesto, ver-se ali, à espera de um milagre. Porque é que, afinal de contas, se interessava tanto pelo caso? O que tinha ele que ver com aquilo tudo?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Esperava que mais gente viesse ao lugar presenciar o grande milagre, e escondera-se, pois não queria ser visto. Mas era evidente que ali não havia ninguém a não ser ele mesmo. Coisa bem estranha...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Nisso, porém, avistou a certa distância, provávelmente no meio do caminho, um vulto ajoelhado. Quem seria e por onde teria vindo? Não tinha ouvido ninguém a aproximar-se. Parecia uma mulher. A vaga silhueta cinzenta mal se destacava na poeira da mesma cor.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O dia estava a clarear e não tardou que os primeiros raios de sol caíssem sobre a rocha na qual estava cavada a sepultura. Tudo se passou tão rápido que Barrabás nada pode ver, justamente nos momentos mais importantes. O sepulcro vazio! A laje tinha sido derrubada para um lado, e a cavidade aberta na parede da rocha estava igualmente vazia!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;No primeiro momento, foi tal o seu espanto que ficou estatelado, olhando para a abertura na qual ele mesmo tinha visto depositarem o corpo do crucificado, e para a grande laje com que, sob as suas vistas, a tinham tornado a fechar. Mas depois compreendeu tudo. Nada de extraordinário tinha acontecido. A pedra estivera virada sempre; quando ele chegou ali já estava assim, e a sepultura estava também vazia. Não era difícil adivinhar quem havia derrubado a laje e carregado o cadáver. Os discípulos, naturalmente, durante a noite... Protegidos pela escuridão, tinham levado o querido e adorado mestre, a fim de poderem dizer mais tarde que ele ressuscitara, exactamente como predissera. Não eram precisos grandes cálculos para se chegar a essa conclusão.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Por isso é que eles não apareciam agora de manhã quando, ao alvorecer, o milagre devia ter acontecido!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7934536344114113405-2590309516183858679?l=quemfoibarrabas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7934536344114113405/posts/default/2590309516183858679'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7934536344114113405/posts/default/2590309516183858679'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quemfoibarrabas.blogspot.com/2008/11/ele-sabia-que-o-morto-no-ia-sair-da.html' title='Ele sabia que o morto não ia sair da sepultura'/><author><name>António</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08478948604520023892</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_2oWWGeGZgQg/S2qhJhiekEI/AAAAAAAAA-0/qAp3emn7KuY/S220/eu.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7934536344114113405.post-8045794431181021172</id><published>2008-11-15T06:42:00.000-08:00</published><updated>2008-11-15T07:06:59.434-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_2oWWGeGZgQg/SR7k-rnwYgI/AAAAAAAAACU/dMpw0KhGV2g/s1600-h/estrela.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5268900379582554626" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 132px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_2oWWGeGZgQg/SR7k-rnwYgI/AAAAAAAAACU/dMpw0KhGV2g/s200/estrela.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Recordou-se, depois, da casa entre os dois cedros... De pé, na soleira da porta, a mãe seguia-a com os olhos, enquanto ela descia a encosta, carregando o peso da maldição... Sim, era natural que os seus pais a escorraçassem de casa e que ela deveria viver, dali em diante, como os animais nas suas tocas...Lembrou-se dos campos, muito verdes na primavera, e da mãe que ficara, vendo-a partir, meio oculta na sombria abertura da porta para não ser vista por aquela que amaldiçoava...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas agora tudo aquilo já não tinha mais significado.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O cego ergueu-se e pôs o ouvido à escuta. Acordara e ouvia as sinetas do leproso.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Fora daqui! - gritou ele, ameaçando-o na escuridão, com o punho fechado. - Some-te! Que vens aqui fazer?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O som das sinetas foi desaparecendo aos poucos, na noite, e o velho tornou a deitar-se, resmugando, a mão sobre os olhos vazios.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;As crianças mortas também estariam no reino das sombras? Era provável que sim, a não ser, naturalmente, as que morriam no seio materno. Afinal, não se podia torturá-las; fazê-las sofrer não era possível.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Tremeu como se sentisse frio. Como ela ansiava pelo nascer do dia. Ainda tardaria muito a madrugada? Parecia-lhe ser muito tempo aquele em que esteve deitada e a noite não tinha fim. Mas, as estrelas, lá no alto, já não eram as mesmas, e a lua, em foice, desde há muito que tinha desaparecido atrás da montanha. Já se verificara a terceira rendição da sentinela, pois ela tinha visto, pela terceira vez, a luz dos archotes sobre o muro da cidade. A noite certamente findaria. A última noite...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A estrela da alva surgiu sobre o monte das oliveiras. Ela reconheceu-a logo: era uma estrela grande e brilhante, muito maior que todas as outras. Nunca a vira tão luminosa. Cruzou as mãos sobre o peito cavo e continuou por algum tempo deitada, fitando o astro com os olhos ardentes.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Depois, levantou-se precipidamente e partiu, desaparecendo na escuridão.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7934536344114113405-8045794431181021172?l=quemfoibarrabas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7934536344114113405/posts/default/8045794431181021172'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7934536344114113405/posts/default/8045794431181021172'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quemfoibarrabas.blogspot.com/2008/11/recordou-se-depois-da-casa-entre-os.html' title=''/><author><name>António</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08478948604520023892</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_2oWWGeGZgQg/S2qhJhiekEI/AAAAAAAAA-0/qAp3emn7KuY/S220/eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_2oWWGeGZgQg/SR7k-rnwYgI/AAAAAAAAACU/dMpw0KhGV2g/s72-c/estrela.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7934536344114113405.post-5285589751752802711</id><published>2008-11-12T13:17:00.001-08:00</published><updated>2008-11-12T13:35:16.001-08:00</updated><title type='text'>O encontro com ele...</title><content type='html'>&lt;a href="http://br.geocities.com/agnethasite/10.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 240px; CURSOR: hand; HEIGHT: 244px" alt="" src="http://br.geocities.com/agnethasite/10.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Pensou então no dia em que se tinha encontrado com o filho de Deus, e na bondade que ele lhe havia demonstrado. Jamais alguém tinha sido tão bondoso para ela. Podia muito bem ter-lhe suplicado que a curasse da sua deformidade, mas não o fez, de propósito. Teria sido fácil para ele, porém ela não o quis pedir. Ele ajudava os que realmente necessitavam de ajuda, realizava obras maravilhosas. Não o quis importunar por tão pouco.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não era estranho, muito estranho, o que ele dissera ao se aproximar dela, vendo-a ajoelhada na poeira do caminho?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Também imploras milagres de mim? - perguntara ele.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Não, senhor. Contento-me em te ver passar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Então, olhando-a, muito meigo e ao mesmo tempo triste, ele afagara-a no rosto e tocara-lhe com a boca, sem que alguma modificação se operasse. Depois disse:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Tu darás testemunho de mim.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Que palavras extraordinárias! O que quereria ele dizer? Darás testemunho de mim? Ela? Era incompreensível. Como o poderia fazer?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ele não tivera dificuldade em entender o que ela dizia; como a todos os outros, entendera-a imediatamente. Mas nada havia de surpreendente nisso, pois era filho de Deus. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ali deitada, ela pensava tanta coisa... Na expressão do Mestre quando ele lhe dirigira a palavra, no odor das suas mãos quando lhe tocara os lábios.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;As estrelas reflectiam-se nos seus grandes olhos, muito abertos, e ela viu, admirada, que se tornavam mais numerosas quanto mais as contemplava. Desde que deixara de morar sob um telhado, tinha visto tantas estrelas... O que eram afinal? Não o sabia. Tinham sido criadas por Deus, naturalmente, mas o que eram? No deserto havia muitas estrelas... E também nas montanhas. Nas montanhas de Gilgal... Mas não &lt;strong&gt;na noite em que&lt;/strong&gt;... Não, naquela noite não.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7934536344114113405-5285589751752802711?l=quemfoibarrabas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7934536344114113405/posts/default/5285589751752802711'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7934536344114113405/posts/default/5285589751752802711'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quemfoibarrabas.blogspot.com/2008/11/o-encontro-com-ele.html' title='O encontro com ele...'/><author><name>António</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08478948604520023892</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_2oWWGeGZgQg/S2qhJhiekEI/AAAAAAAAA-0/qAp3emn7KuY/S220/eu.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7934536344114113405.post-8604743674873619917</id><published>2008-11-09T00:25:00.000-08:00</published><updated>2008-11-09T00:51:33.559-08:00</updated><title type='text'>O reino da morte...</title><content type='html'>&lt;a href="http://img.photobucket.com/albums/v85/jumento/016/LEPRA.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 310px; CURSOR: hand; HEIGHT: 190px" alt="" src="http://img.photobucket.com/albums/v85/jumento/016/LEPRA.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A mulher de lábio leporino não conseguia dormir. Com o solhos erguidos para as estrelas, pensava no que iria acontecer. Não queria adormecer, estava disposta a velar a noite inteira.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Deitada num monte feito de ramos e palha numa vala fora da Porta do Monturo, ouvia à sua volta os enfermos gemendo e agitando-se no sono e o tilintar da sineta do leproso, que a dor forçava às vezes a levantar-se. O mau cheiro dos enormes amontoados de lixo preenchia todo o vale e dificultava a respiração. Ela, porém, estava tão acostumada que já não o sentia. Aliás, todos os que ali viviam não sentiam o cheiro.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Amanhã ao nascer do sol... Amanhã ao nascer do sol...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Que pensamento maravilhoso: dentro em breve os doentes seriam curados e os famintos receberiam alimentos. Mal se podia imaginá-lo. Como seria? O céu abrir-se-ia e os anjos desceriam para alimentar toda a gente, pelo menos todos os pobres? Os ricos, provávelmente, continuariam a comer nas suas próprias casas, mas todos os pobres, todos os que sofriam realmente com a fome, seriam alimentados pelos anjos... Aqui, junto à Porta do Monturo, tolhas seriam estendidas pelo campo, brancas toalhas de linho, cobertas com as mais variadas iguarias e todos se estenderiam no solo para comer. Nem era tão difícil imaginá-lo; bastava pensar que tudo seria completamente diferente do que era agora. Tudo mudaria, nada seria como se estava habituado a ver todos os dias.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Talvez ela mesmo tivesse outras vestes, quem sabe? Brancas, talvez. Ou uma túnica azul? Tudo se iria transformar, pois o filho de Deus já teria ressurgido e a alvorada de uma nova era estaria a raiar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Amanhã... Amanhã ao nascer do sol. Era tão bom sabê-lo...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ouvia, já mais perto, o conhecido tilintar das sinetas do leproso, que tinha o hábito de subir até ali à noite; as pessoas atingidas por esse mal viviam confinadas no fundo do vale, e não tinham o direito de transpor a sua barreira; mas na escuridão, ele atrevia-se a fazê-lo. Era como se o infeliz procurasse a proximidade dos seres humanos. Aliás, ele mesmo uma ocasião lhe disse isso mesmo. Ela viu-o avançando cautelosamente entre as pessoas adormecidas, sob a luz das estrelas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O reino da morte... como seria, afinal? Diziam que o Mestre percorria o reino dos mortos... Qual seria o aspecto desse lugar? Não, isso ela não conseguia imaginar...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7934536344114113405-8604743674873619917?l=quemfoibarrabas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7934536344114113405/posts/default/8604743674873619917'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7934536344114113405/posts/default/8604743674873619917'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quemfoibarrabas.blogspot.com/2008/11/o-reino-da-morte.html' title='O reino da morte...'/><author><name>António</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08478948604520023892</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_2oWWGeGZgQg/S2qhJhiekEI/AAAAAAAAA-0/qAp3emn7KuY/S220/eu.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7934536344114113405.post-6787491958857290794</id><published>2008-11-01T03:33:00.000-07:00</published><updated>2008-11-01T05:25:00.818-07:00</updated><title type='text'>Foi em sua vez que Ele foi crucificado...</title><content type='html'>&lt;a href="http://portalcot.com/reporter/wp-content/uploads/2008/04/pedro.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 255px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px" alt="" src="http://portalcot.com/reporter/wp-content/uploads/2008/04/pedro.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;- Nem que a terra tremeu e a colina do Golgotá se abriu exactamente no local onde estava erguida a cruz?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Isso não é verdade! É pura invenção. Como sabes que a colina se fendeu? Estiveste lá para ver?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Uma completa mudança operou-se súbitamente no outro. Olhou para Barrabás, meio titubeante e depois baixou os olhos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Não, não... Eu nada sei ao certo. Não o presenciei, nem o posso atestar - balbuciou ele.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ficou algum tempo mudo e triste, suspirando dolorosamente. Afinal, pousando a mão no braço de Barrabás, continuou:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Vês... Eu não estava com o meu Mestre quando ele sofria e agonizava. Eu tinha fugido. Abandonei-o e fugi. E antes já o tinha negado. E aí está o pior de tudo... renegá-lo! Como poderá ele perdoar-me? Que direi eu, que responderei, se ele me questionar?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ocultou com as mãos o rosto cheio e barbado, num gesto de desespero.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Como pude fazer semelhante coisa? Como é possível que possa ter cometido tal erro?...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Os seus límpidos olhos azuis estavam húmidos quando ele, afinal, ergueu a cabeça e fitou Barrabás:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Perguntaste-me o que me afligia. Agora sabe-lo. Agora sabes como eu me sinto. E o meu Senhor e Mestre sabe-lo ainda melhor. Sou apenas uma pobre e miserável criatura humana... Achas que ele me perdoará?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Barrabás disse acreditar que sim. Na realidade, o que ouvia não bastava para despertar nele grande interesse, mas em todo o caso disse que sim, para mostrar simpatia e porque sentia pena daquele homem que se acusava a si mesmo de criminoso, embora não tivesse feito nada de mal. Pois haveria alguém no mundo que nunca tivesse traído, de um modo ou de outro?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O homem tomou-lhe a mão, apertando-a fortemente.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Achas que sim? Achas que sim? - repetiu consternado.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Nesse momento, alguns homens passaram na rua. Quando viram o homem ruivo e o homem com quem falava, cuja mão retinha na sua, estremeceram e pararam, não querendo acreditar no que viam. Aproximaram-se depressa e, abordando com profundo respeito o homem mal vestido, gritaram alvoroçadamente:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Não sabes quem é este indivíduo?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Não - respondeu ele, o que era verdade. - Não sei. Mas é um homem compassivo e entendemo-nos muito bem.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Não sabes então que foi em seu lugar que o Mestre foi crucificado?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O homem largou a mão de Barrabás e olhou de um lado para o outro, sem poder ocultar a sua perturbação. Os recém-chegados revelaram ainda mais claramente o que pensavam e sentiam, e ouvia-se-lhes a respiração ofegante, que denotava indignação.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Barrabás tinha-se erguido e virara-lhes as costas, para que ninguém lhe visse o rosto.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Fora daqui, maldito! - gritaram os homens com violência.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ele envolveu-se no seu manto e afastou-se, só, pela rua fora, sem se voltar uma única vez.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7934536344114113405-6787491958857290794?l=quemfoibarrabas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7934536344114113405/posts/default/6787491958857290794'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7934536344114113405/posts/default/6787491958857290794'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quemfoibarrabas.blogspot.com/2008/11/foi-em-seu-vez-que-ele-foi-crucificado.html' title='Foi em sua vez que Ele foi crucificado...'/><author><name>António</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08478948604520023892</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_2oWWGeGZgQg/S2qhJhiekEI/AAAAAAAAA-0/qAp3emn7KuY/S220/eu.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7934536344114113405.post-2576244903874851255</id><published>2008-10-27T02:18:00.000-07:00</published><updated>2008-10-28T01:23:50.274-07:00</updated><title type='text'>Não são coisas fáceis de compreender!</title><content type='html'>&lt;a href="http://portalsaofrancisco.com.br/alfa/junho/imagens/sao-pedro.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 199px; CURSOR: hand; HEIGHT: 284px" alt="" src="http://portalsaofrancisco.com.br/alfa/junho/imagens/sao-pedro.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;- E porque é que se deixou crucificar, se tinha tanto poder?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Sim, sim... Já sei.... Não são coisas fáceis de compreender. Sou um homem simples, sabes? não me é nada fácil compreender tudo isso, podes crer.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Não estás certo de que ele vai ressuscitar?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Estou, sim, claro que estou. O que eles dizem é verdade, estou convencido disso. O mestre voltará para se revelar em toda a sua glória e esplendor. Estou absolutamente certo disso e eles, que o afirmam, conhecem as escrituras melhor do que eu. Será um grande dia. Dizem que vai começar então uma nova era, a era da bem aventurança, em que o filho do homem regenerá o seu reino.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- O filho do homem?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Sim. É como ele se chamava a si mesmo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- O filho do homem?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Era assim que ele dizia. Mas há quem acredite... não, não posso dizer...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Barrabás aproximou-se mais.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Em que acreditam eles?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Acreditam... que ele é filho do próprio Deus.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- O filho de Deus?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- É... mas pode não ser verdade. Quase nos causa inquietação. Eu gostaria mais de o ver voltar de novo, como ele era antes.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Barrabás não podia conter a sua agitação.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Como podem eles dizer semelhante absurdo? - gritou exaltado. - O filho de Deus! O filho de Deus crucificado! Devias entender que tal coisa é impossível!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Eu já disse que pode não ser verdade. Tornarei a dizê-lo, se assim o quiseres....&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Que loucos acreditam nisso? - continuou Barrabás. A cicatriz sobre o olho tornou-se mais vermelha, como sempre acontecia nas ocasiões em que se exaltava. - O filho de Deus desceria à Terra? E começaria por percorrer a sua região natal e pregar?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Porque não? Seria bem possível. Podia começar lá como em qualquer outro lugar. É uma cidade pobre e pequena, bem sei. Mas em algum lugar era preciso começar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O homem era tão ingénuo que Barrabás teve vontade de rir. Mas a sua agitação impedia-o. Durante todo o tempo compunha o seu manto de pelo de cabra, como se este estivesse sempre a cair-lhe dos ombros, o que não era o caso.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- E os prodígios que marcaram a sua morte? - disse o outro. - Já pensaste neles?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Que prodígios?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Tudo escureceu no momento da sua morte. Não o sabias?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Barrabás virou o rosto e passou as mãos nos olhos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7934536344114113405-2576244903874851255?l=quemfoibarrabas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7934536344114113405/posts/default/2576244903874851255'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7934536344114113405/posts/default/2576244903874851255'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quemfoibarrabas.blogspot.com/2008/10/no-so-coisas-fceis-de-compreender.html' title='Não são coisas fáceis de compreender!'/><author><name>António</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08478948604520023892</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_2oWWGeGZgQg/S2qhJhiekEI/AAAAAAAAA-0/qAp3emn7KuY/S220/eu.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7934536344114113405.post-4652186058595505698</id><published>2008-10-18T03:08:00.000-07:00</published><updated>2008-10-18T03:33:53.999-07:00</updated><title type='text'>Ressuscitar...</title><content type='html'>&lt;a href="http://irmaos.net/imagens/ressurreicao2.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand" alt="" src="http://irmaos.net/imagens/ressurreicao2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;- Agora que ele morreu, compreende-se muito melhor aquilo que ele costumava dizer - murmurou o outro, como se falasse consigo mesmo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Tu conhecia-lo bem? - perguntou Barrabás.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Claro. Conhecia-o muito bem. Estive com ele, lá em cima, desde o início, quando estava entre nós.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Ah, bem. Ele era lá da tua terra.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- E depois segui-o sempre, por toda a parte, para onde quer que ele fosse.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Porquê?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Porquê? Bem, isso agora... Por aí se está a ver que não o conheceste...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Que queres dizer com isso?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Ele tinha... ele tinha um poder sobre as pessoas, compreendes? Um estranho poder, um domínio... Dizia simplesmente: "Segui-me!" e tinha-se de seguí-lo. Não se podia fazer outra coisa. Se o tivesses conhecido, compreenderias melhor... Também o terias seguido.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Barrabás calou-se. Mas após um momento de silêncio:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Sim, deve ter sido um homem extraordinário, se aquilo que dizes é verdade. No entanto, o facto de ter sido crucificado não prova que a sua força, ou o seu poder, não era, afinal, tão grande assim?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Não... não é isso. A princípio eu também pensei assim, e é justamente o que aflige - ter acreditado em semelhante coisa, ainda que fosse só por um momento. Mas agora creio que compreendi o sentido da sua morte ignominiosa, agora que reflecti um pouco e falei com os outros, mais versados nas escrituras. Vês, por nossa causa ele, inocentemente, teve de sofrer tudo o que sofreu, até mesmo ter que descer ao reino das sombras. Mas ele voltará para dar provas do seu infinito poder. Ele ressuscitirá de entre os mortos. Estamos absolutamente certos disso.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Ressuscitar? Ressurgir depois de morto? Que coisa mais estúpida...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Não é uma coisa estúpida, ele irá faze-lo. E muitos acreditam que será amanhã bem cedo. Amanhã será o terceiro dia. Ele declarou, parece, que ficaria três dias no reino dos mortos. Eu nunca o ouvi dizê-lo, mas consta que assim o predisse. E amanhã, ao nascer do sol...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Barrabás encolheu os ombros.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Não acreditas? - perguntou o outro.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Não.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Não, não. Nem podes acreditar... Nunca o conheces-te. Mas muitos de nós acreditam. E porque não se ele ressuscitou tantos mortos?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Ressuscitou mortos? Não é possivel!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- É sim. Eu vi com os meus próprios olhos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- É verdade? Tu vis-te com os teus olhos?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Claro que é. A pura verdade. O seu poder é ilimitado. Pode fazer tudo, é só ele querer. Ah, seria bom se quisesse usar esse poder em benefício próprio! Mas nunca o fez.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7934536344114113405-4652186058595505698?l=quemfoibarrabas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7934536344114113405/posts/default/4652186058595505698'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7934536344114113405/posts/default/4652186058595505698'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quemfoibarrabas.blogspot.com/2008/10/ressuscitar.html' title='Ressuscitar...'/><author><name>António</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08478948604520023892</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_2oWWGeGZgQg/S2qhJhiekEI/AAAAAAAAA-0/qAp3emn7KuY/S220/eu.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7934536344114113405.post-5503645038109381603</id><published>2008-10-12T12:12:00.001-07:00</published><updated>2008-10-12T12:27:32.327-07:00</updated><title type='text'>Vinha de longe, muito longe...</title><content type='html'>Ah, vinha de longe, de muito longe. Os seus olhos infantis tentaram expressar o quanto era distante o lugar de inde vinha. Confiou abertamente a Barrabás o quanto desejava estar na sua casa, na sua terra natal, preferida por ele a Jerusalém ou a qualquer outro lugar do mundo. Mas não podia jamais voltar, não podia morrer e viver na sua terra, como queria, como tinha imaginado outrora. Barrabás estranhou. Porquê? Quem o impediria, se cada um tem o direito de fazer de si o que quiser?&lt;br /&gt;- Oh, não!... - respondeu pensativo. - Não é assim.&lt;br /&gt;Barrabás não pode deixar de perguntar porque é que ele estava ali. O outro não respondeu logo. Depois, hesitante, disse que era por causa do Mestre.&lt;br /&gt;- Do Mestre? O teu Mestre?&lt;br /&gt;- Sim, não ouviste falar no Mestre?&lt;br /&gt;- Não.&lt;br /&gt;- Naquele que foi crucificado ontem no Golgotá?&lt;br /&gt;- Ah, foi? Não sabia nada disso. Porque é que foi ele crucificado?&lt;br /&gt;- Porque estava determinado que assim tinha que acontecer.&lt;br /&gt;- Determinado? Estava decidido que ele seria crucificado?&lt;br /&gt;- Sim. Está nas escrituras. Além disso, o próprio Mestre o profetizou.&lt;br /&gt;- Ele predisse-o? E está nas escrituras? Não as conheço assim tão bem para estar a par do que elas dizem.&lt;br /&gt;- Nem eu. Mas sei que é assim.&lt;br /&gt;Barrabás não o duvidava. Mas porque motivo tinha o tal de &lt;mestre&gt; fatalmente ser crucificado? De que serviria? Era bem estranho.&lt;br /&gt;- É o que eu também acho. Não compreendo a razão dessa absoluta necessidade de morrer. E ainda por cima, de maneira tão horrível. Mas as coisas deviam passar-se como ele tinha profetizado. Tudo teve de acontecer como estava determinado. E ele mesmo - acrescentou o homem, inclinando a grande cabeça - repetiu tantas vezes que ia sofrer e morrer por nós...&lt;br /&gt;Barrabás fixou-o no olhar.&lt;br /&gt;- Morrer por nós?&lt;br /&gt;- Sim. Em nosso lugar. Sofrer e morrer inocentemente, por nossa causa. Devemos admitir que somos nós os culpados e não ele.&lt;br /&gt;Barrabás ficou a olhar para a rua e não perguntou mais nada durante um tempo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7934536344114113405-5503645038109381603?l=quemfoibarrabas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7934536344114113405/posts/default/5503645038109381603'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7934536344114113405/posts/default/5503645038109381603'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quemfoibarrabas.blogspot.com/2008/10/vinha-de-longe-muito-longe.html' title='Vinha de longe, muito longe...'/><author><name>António</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08478948604520023892</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_2oWWGeGZgQg/S2qhJhiekEI/AAAAAAAAA-0/qAp3emn7KuY/S220/eu.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7934536344114113405.post-3743585080872847999</id><published>2008-10-05T06:09:00.000-07:00</published><updated>2008-10-05T06:31:53.084-07:00</updated><title type='text'>De que falariam eles...</title><content type='html'>&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/_tlYCD5omt68/Rtze96ymtOI/AAAAAAAAARE/R9MDBF4HIdM/são+pedro+curando+com+sua+sombra.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand" alt="" src="http://lh6.ggpht.com/_tlYCD5omt68/Rtze96ymtOI/AAAAAAAAARE/R9MDBF4HIdM/são+pedro+curando+com+sua+sombra.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Apurou o ouvido, mas os homens baixaram de novo a voz e ele não conseguiu entender mais nada. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;De que falariam eles?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Pela mesma rua passava gente e era impossível ouvir mais alguma coisa. Quando porém o silêncio voltou, ouviu o suficiente para perceber que era mesmo sobre o que pensava. Era &lt;strong&gt;&lt;em&gt;dele &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;que estavam a falar. Do homem que...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Coisa estranha... ele mesmo, pouco antes, também pensava no homem! Passando por acaso em frente ao portão do palácio, pensou no crucificado. Perto do lugar em que o condenado tinha sucumbido ao peso da cruz, recordava-se outra vez de tudo. E agora aquela gente falava desse mesmo homem... Era estranho. O que teriam que ver com o crucificado? E porque baixaram a voz? Só aquele homem robusto de cabelos ruivos falava às vezes de modo que se ouvia dali onde estava; a sua compleição de gigante parecia não se adaptar aos cochichos.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Diriam eles qualquer coisa acerca da... da tal escuridão? De ter escurecido no momento da &lt;strong&gt;&lt;em&gt;sua&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; morte?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Barrabás pôs-se a ouvir atentamente, com tal exaltação que o deveriam ter notado, pois calaram-se de repente; ficaram mudos durante muito tempo, sem proferir qualquer palavra olhando-o de esguelha. Depois, murmuraram entre si qualquer coisa que ele não conseguiu entender. Mais tarde, despediram-se do homem ruivo e foram embora. Eram quatro e nenhum deles agradou a Barrabás.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Ele continuou ali sentado, a sós com o tal "rapagão" atlético. Tinha grande desejo em dirigir-lhe a palavra, mas não atinava com o que dizer para começar... O homem movia os lábios e sacudiu várias vezes a grande cabeça. Segundo o hábito da gente simples, manifestava as suas preocupações por gestos. Finalmente, Barrabás perguntou-lhe sem rodeios qual era a causa da sua aflição. Ele ergueu , com ar perturbado, os olhos azuis, muito redondos, e nada respondeu. Mas, após ter encarado o desconhecido durante alguns segundos, com expressão ingénua e crédula, perguntou se Barrabás não era de Jerusalém. Não, não era. Mas parecia que falava com o sotaque das pessoas daquela cidade. Barrabás respondeu que não vinha de muito longe, era das montanhas, vinha do leste. Viu-se claramente que isso inspirou mais confiança ao outro. Não gostava muito do povo de Jerusalém, disse-o directamente; aquela gente não merecia a mínima confiança. Uns patifes, verdadeiros bandidos, isso sim... Barrabás riu-se e concordou plenamente. E ele, de onde vinha?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7934536344114113405-3743585080872847999?l=quemfoibarrabas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7934536344114113405/posts/default/3743585080872847999'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7934536344114113405/posts/default/3743585080872847999'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quemfoibarrabas.blogspot.com/2008/10/de-que-falariam-eles.html' title='De que falariam eles...'/><author><name>António</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08478948604520023892</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_2oWWGeGZgQg/S2qhJhiekEI/AAAAAAAAA-0/qAp3emn7KuY/S220/eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh6.ggpht.com/_tlYCD5omt68/Rtze96ymtOI/AAAAAAAAARE/R9MDBF4HIdM/s72-c/são+pedro+curando+com+sua+sombra.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7934536344114113405.post-4575113638074560030</id><published>2008-10-02T05:12:00.001-07:00</published><updated>2008-10-02T05:34:04.877-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_2oWWGeGZgQg/SOS_mB4dUBI/AAAAAAAAABY/RA70tpF2NOY/s1600-h/apostolos.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5252533725482012690" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_2oWWGeGZgQg/SOS_mB4dUBI/AAAAAAAAABY/RA70tpF2NOY/s200/apostolos.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;No dia seguinte, passeando pela cidade, Barrabás encontrou muita gente conhecida, amigos e inimigos. Pareciam na maioria admirados de o ver, e havia os que estremeciam como se tivessem deparado com um fantasma. Isso causava-lhe uma sensação desagradável. Não sabiam então que ele fora libertado? Quando é que compreenderiam que não foi ele o crucificado?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O sol estava ardente; como era estranho os olhos habituarem-se àquela forte claridade! Teria contraído algum mal na vista durante a sua longa reclusão? Em todo o caso achou melhor ficar na sombra. Ao passar pela galeria de colunas da rua que conduzia à praça do templo, resolveu sentar-se sob a arcada para descansar um pouco os olhos. Na sombra sentiu um grande alívio.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Viu, mais adiante, alguns homens sentados ao longo da parede. Conversavam em voz baixa e não pareceram apreciar muito a sua chegada, pois olhavam-o de soslaio e baixaram ainda mais a voz. Ouvia uma ou outra palavra, mas era-lhe impossível seguir o fio da conversa. Aliás, esta não o interessava, os segredos daquela gente não eram da sua conta. Um deles, homem da sua idade, tinha também barba vermelha igual à sua, que se fundia completamente nos cabelos ruivos, bastos e desgranhados. Os olhos azuis tinham qualquer coisa de singularmente ingénuo, e o rosto era largo e cheio. Tudo nele era grande e forte. Era um rapagão desempenado e, a julgar pelas suas mãos e vestes, devia ser artesão. Pouco importava a Barrabás quem fosse aquele homem ou qual o seu aspecto, mas era uma dessas pessoas que não se pode deixar de notar, embora nada houvesse nele verdadeiramente fora do comum, a não ser os olhos azuis.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O homem estava evidentemente triste e os outros pareciam partilhar da sua tristeza. Deviam estar a falar de alguém que tinha morrido, ou coisa parecida. De vez em quando todos suspiravam dolorosamente, embora fossem homens adultos. Se, de facto, assim era, lamentavam a morte de alguém, fariam melhor deixar os queixumes para as mulheres, a quaisquer carpideiras.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;De repente, Barrabás percebeu que o morto do qual falavam tinha sido crucificado - e que tinha sido ainda ontem. Ontem....?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7934536344114113405-4575113638074560030?l=quemfoibarrabas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7934536344114113405/posts/default/4575113638074560030'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7934536344114113405/posts/default/4575113638074560030'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quemfoibarrabas.blogspot.com/2008/10/no-dia-seguinte-passeando-pela-cidade.html' title=''/><author><name>António</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08478948604520023892</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_2oWWGeGZgQg/S2qhJhiekEI/AAAAAAAAA-0/qAp3emn7KuY/S220/eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_2oWWGeGZgQg/SOS_mB4dUBI/AAAAAAAAABY/RA70tpF2NOY/s72-c/apostolos.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7934536344114113405.post-4356639480303778950</id><published>2008-09-29T09:06:00.000-07:00</published><updated>2008-09-29T09:24:23.796-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Continuaram assim até ao crepúsculo. Então os dois homens ergueram-se e declararam que era chegada a altura de se porem a caminho. Fizeram as despedidas, cobriram-se com peles de cabra, sob as quais ocultaram as armas, e esgueiraram-se para a rua, já imersa na semi-escuridão. As três mulheres, embriagadas e completamente exaustas, foram logo deitar-se atrás do pedaço de pano, onde não tardaram a adormecer. Uma vez a sós com Barrabás, a mulher gorda perguntou se não tinha chegado o momento para ambos também se entregarem ao prazer; ele bem podia precisar disso, depois dos maus tratos sofridos na prisão; quanto a ela, sentia o maior desejo em se entregar a um homem que penara tanto tempo numa masmorra e estivera prestes a ser crucificado. Ela conduziu-o ao terraço, onde havia uma cabana de folhas de palmeira para a estação quente. Deitaram-se e, tendo ela afagado-o um pouco, Barrabás rejeitou as mãos dela e pareceu de repente esgotado e esquecido do mundo que o rodeava.&lt;br /&gt;Ela virou-se para o lado, irritada e adormeceu pouco depois. Ele, porém, continuou acordado junto ao corpo abastado da mulher, olhando a cobertura da cabana de folhas. Pensava no homem pregado à cruz do centro e do que se passara na colina do suplício. Em seguida, pôs-se a pensar no caso da misteriosa escuridão. Seria, como os outros tinham dito, pura imaginação? Ou talvez um fenónemo que só aconteceu no Golgotá, já que ninguém o notara em outros lugares? Lá no alto escurecera, não havia a menor dúvida, pois até os soldados tinham sido tomados de pavor. Ou também teria ele imaginado isso? Não passaria de um produto da sua imaginação tudo o que vira? Não, ele não conseguia desvendar o intricado caso, não compreendia o que tinha sido aquilo...&lt;br /&gt;Pensou de novo no crucificado. Deitado, com os olhos abertos, sem conseguir adormecer, sentia o contacto das costas gordas da mulher. Através das folhas podia ver o céu. Devia ser o céu, embora ali não brilhasse uma única estrela. Ali só havia a imensa escuridão...&lt;br /&gt;A escuridão que reinava sobre o Golgotá e sobre o mundo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7934536344114113405-4356639480303778950?l=quemfoibarrabas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7934536344114113405/posts/default/4356639480303778950'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7934536344114113405/posts/default/4356639480303778950'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quemfoibarrabas.blogspot.com/2008/09/continuaram-assim-at-ao-crepsculo.html' title=''/><author><name>António</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08478948604520023892</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_2oWWGeGZgQg/S2qhJhiekEI/AAAAAAAAA-0/qAp3emn7KuY/S220/eu.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7934536344114113405.post-22792092101515627</id><published>2008-09-26T07:31:00.000-07:00</published><updated>2008-09-26T08:00:56.631-07:00</updated><title type='text'>Olhou-os pouco seguro de si...</title><content type='html'>&lt;a href="http://cachimbodeferdinando.googlepages.com/Buytewech1617_1620.jpg/Buytewech1617_1620-full.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://cachimbodeferdinando.googlepages.com/Buytewech1617_1620.jpg/Buytewech1617_1620-full.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Barrabás, porém, olhou-os pouco seguro de si mesmo, depois pareceu aliviado. Aprumou-se um pouco, estendeu a mão para a caneca e bebeu a grandes goles. Não a largou desta vez; esticou o braço para que a enchessem de novo, o que logo se fez. Todos beberam. Percebia-se que começava a achar gosto no vinho. Bebia agora como costumava fazer outrora, quando o convidavam, e notava-se que a bebida o reanimava. Não se tornou comunicativo em excesso, mas pôs-se a contar como vivera na prisão. Tinha sido um inferno. Não era de admirar ainda estar meio tonto. Mas tinha escapado, imaginem. Não era pouco; quando metem a garra em alguém, não o soltam mais! Uma sorte do diabo, safa! Em primeiro lugar, porque estivera para ser crucificado justamente no tempo da Páscoa, quando é costume libertar-se um condenado. E depois, porque fora justamente ele o escolhido! Uma sorte danada! Era também sua opinião, e quando os companheiros lhe davam palmadas nas costas e se inclinavam para ele, soprando-lhe no rosto o hálito quente, ele ria-se e bebia com eles, com um por um. Animou-se, a sua vivacidade foi aumentando cada vez mais, o vinho subia-lhe à cabeça. Abriu a túnica por causa do calor e espichou-se todo, como os outros, pondo-se mais à vontade. Agora, sim, sentia-se bem. Pôs os braços em torno da mulher que lhe estava mais próxima e puxou-a para si. Às gargalhadas, ela pendurou-se-lhe no pescoço. Mas a gorda arrancou-o dela, dizendo que agora o estava a reconhecer, que ele estava como devia estar, que tinha recuperado o seu estado normal, depois da horrível prisão. Nunca mais ele devia imaginar bobagens, nem ver escuridão. Nada disso; não, não, não.... Atraiu-o para si, passando-lhe os dedos carnudos na nuca e brincou com a sua barba vermelha. Todos se alegraram com a mudança, vendo que ele era outra vez o mesmo de sempre, voltando a ter, como antes, os seus momentos de humor. Entregaram-se a uma alegria desenfreada. Beberam, conversaram, concordaram em tudo, acharam muito agradável o momento que estavam a passar juntos, e um animou o outro e a bebida animou todos. Estes homens, desde vários meses não provavam uma gota de vinho nem viam uma única mulher; estavam a tirar a desforra. Dentro em breve voltariam às montanhas, não lhes restava muito tempo. Era preciso festejar a conveniente passagem por Jerusalém e a libertação de Barrabás. Embriagaram-se com o vinho acre e forte e entregavam-se ao prazer com todas as mulheres, menos a gorda, levando-as para trás de uma peça de pano estendida no outro extremo do quarto, de onde saíam vermelhos e esbaforidos, para recomeçar a beber e a vociferar. Faziam tudo de modo completo, como era costume.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7934536344114113405-22792092101515627?l=quemfoibarrabas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7934536344114113405/posts/default/22792092101515627'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7934536344114113405/posts/default/22792092101515627'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quemfoibarrabas.blogspot.com/2008/09/olhou-os-pouco-seguro-de-si.html' title='Olhou-os pouco seguro de si...'/><author><name>António</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08478948604520023892</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_2oWWGeGZgQg/S2qhJhiekEI/AAAAAAAAA-0/qAp3emn7KuY/S220/eu.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7934536344114113405.post-6333925944081759293</id><published>2008-09-23T13:25:00.000-07:00</published><updated>2008-09-23T13:31:31.505-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_2oWWGeGZgQg/SNlSDHcNx2I/AAAAAAAAABQ/3QAgmZ82ezc/s1600-h/eclipse_12_m.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5249317054167500642" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_2oWWGeGZgQg/SNlSDHcNx2I/AAAAAAAAABQ/3QAgmZ82ezc/s200/eclipse_12_m.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;[Devido a uma ausência mais longa que o previsto em Birmingham, U.K., Barrabás volta com mais um episódio (curto desta vez...)]&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Aos poucos conseguiram que ele não ficasse ali taciturno, matutando. Beberam e conversaram durante algum tempo e parecia-lhes que ele já não estava tão estranho.&lt;br /&gt;Mas, enquanto discutiam os mais variados assuntos, ele saiu-se com um pergunta espantosa. Queria saber o que achavam da escuridão daquele dia, como que o sol perdera o brilho durante algum tempo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;- Escuridão? Que escuridão? - fitaram-nos admirados. - Aqui não houve escuridão nenhuma. Quando foi isso?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;- Por volta da sexta hora, mais ou menos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;- Ah, que história... Ninguém viu nada disso!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele ficou perturbado e lançou olhares desconfiados, de um para o outro. Todos asseguraram que não tinham visto escuridão alguma, que ninguém em toda a Jerusalém viu qualquer coisa de anormal.&lt;br /&gt;Teria sido impressão sua, teria ele imagiando aquela escuridão em pleno dia? Era muito estranho. Se ele, de facto, viu tudo a escurecer, devia sem dúvida estar a sofrer da vista, se calhar por ter estado tanto tempo na prisão. É, devia ser isso mesmo...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7934536344114113405-6333925944081759293?l=quemfoibarrabas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7934536344114113405/posts/default/6333925944081759293'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7934536344114113405/posts/default/6333925944081759293'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quemfoibarrabas.blogspot.com/2008/09/devido-uma-ausncia-mais-longa-que-o.html' title=''/><author><name>António</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08478948604520023892</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_2oWWGeGZgQg/S2qhJhiekEI/AAAAAAAAA-0/qAp3emn7KuY/S220/eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_2oWWGeGZgQg/SNlSDHcNx2I/AAAAAAAAABQ/3QAgmZ82ezc/s72-c/eclipse_12_m.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7934536344114113405.post-3435823450986857752</id><published>2008-09-19T05:11:00.000-07:00</published><updated>2008-09-19T05:34:09.914-07:00</updated><title type='text'>Que milagres fazia ele?</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.legiomariae.kit.net/Imagens/NossaSenhora/bodas2.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand" alt="" src="http://www.legiomariae.kit.net/Imagens/NossaSenhora/bodas2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;- Que milagres costumava fazer aquele pregador? - perguntou Barrabás, voltando-se para as mulheres. - E o que pregava ele, afinal?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Responderam-lhe que curava os enfermos e afugentava os maus espíritos. Dizia-se também que tinha ressuscitado os mortos, mas ninguém sabia se era mesmo verdade; com certeza não era. Quanto ao que pregava, não tinham a menor idéia. No entanto, uma das mulheres conhecia certa história que o pregador tinha contado: Um homem preparara um grande festim, de núpcias ou coisa parecida; os convidados, porém, não compareceram, e foi preciso sair pelas ruas e convidar qualquer pessoa que surgisse; o que conseguiram reunir foi uma farândola de mendigos e pobres miseráveis, famintos e quase sem roupa no corpo; então, parece, o grande senhor enfureceu-se, ou teria dito que tudo lhe era indiferente. A mulher não se lembrava bem como era a história, mas Barrabás escutava com a máxima atenção, como se lhe estivessem a contar algo de extraordinário. E quando uma delas acrescentou que o homem era daqueles que acreditavam ser o Messias, passou a mão pela barba vermelha e ficou pensativo. Parecia reflectir em alguma coisa...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;- O Messias? Não, não deve ter sido... - murmurou para si mesmo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;- Claro que não, nem podia ser - disse um dos homens - Se fosse, nunca o poderiam ter crucificado; os próprios demónios teriam sido atirados por terra. Então não se sabia o que era um Messias?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;- Naturalmente! Ele teria descido da cruz e morto a todos de um só golpe!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;- Um Messias que se deixa crucificar! Já se ouviu falar em semelhante coisa?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Barrabás continuava a passar a larga mão pela barba, os olhos postos no chão de terra batida.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;- Não, não era o Messias...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;- Vamos Barrabás, beba e não fique aí a resmungar! - disse um dos companheiros, dando-lhe um empurrão.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Era singular que ousasse fazê-lo, mas fazia-o. Barrabás de facto sorveu um gole da caneca de barro, afastando-a de si meditativo. Pressurosas, as mulheres encheram-na de novo e fizeram-no beber mais um gole. O vinho forçosamente produzia algum efeito, mas ele continuou distraído.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;- Agora trata de beber, e alegra-te por teres escapado e te encontrares entre os teus melhores amigos, passando bem, em vez de estares a apodrecer numa cruz. Não é melhor assim? - disse-lhe um dos companheiros dando-lhe um empurrão. - Não estás bem aqui, hein? Pensa nisso Barrabás! Salvaste a tua pele, vives. Tu vives, Barrabás!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7934536344114113405-3435823450986857752?l=quemfoibarrabas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7934536344114113405/posts/default/3435823450986857752'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7934536344114113405/posts/default/3435823450986857752'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quemfoibarrabas.blogspot.com/2008/09/que-milagres-fazia-ele.html' title='Que milagres fazia ele?'/><author><name>António</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08478948604520023892</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_2oWWGeGZgQg/S2qhJhiekEI/AAAAAAAAA-0/qAp3emn7KuY/S220/eu.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7934536344114113405.post-7757768548961074297</id><published>2008-09-18T06:29:00.000-07:00</published><updated>2008-09-18T06:51:06.651-07:00</updated><title type='text'>A mulher de lábio leporino...</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_2oWWGeGZgQg/SNJcX_M0pWI/AAAAAAAAABI/oKmqykHBlPI/s1600-h/labio_leporino.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5247358083012011362" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_2oWWGeGZgQg/SNJcX_M0pWI/AAAAAAAAABI/oKmqykHBlPI/s200/labio_leporino.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A mulher de lábio leporino, até agora acocorada a um canto e aparentemente distraída, após ter escutado o que diziam do outro homem, começou a portar-se de modo muito estranho. Ergueu-se e olhando Barrabás fixamente e com expressão de espanto no rosto pálido e famélico, gritou por ele com voz estranha e anasalada.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Nada havia de extraordinário; ela apenas o chamou pelo nome, mas todos a encararam admirados, sem compreender o que ela queria dizer. Os modos de Barrabás também eram estranhos, o seu olhar ia inquieto, de um lado para o outro, como quando ele queria evitar olhar directamente para alguém. O que significava tudo aquilo não se podia saber e, de mais a mais, pouco importava; o melhor era fazer de conta que não havia nada. Barrabás era bom companheiro, não havia como negá-lo, mas era assim mesmo, nunca se chegava a saber ao certo o que se passava dentro dele.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A mulher tornou-se a acocorar-se no seu canto, num pedaço de esteira estendido no chão de terra batida, mas sem tirar de Barrabás os seus olhos ardentes.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A mulher gorda trouxe comida para Barrabás, pois ocorreu-lhe que deveria estar esfomeado: certamente não se ganhava o que comer naquelas malditas e imundas cadeias. Pôs na mesa, na frente dele, pão, sal e um pedaço de carne seca de ovelha. Ele não comeu quase nada e passou os alimentos à mulher de lábio leporino, fingindo já estar satisfeito. Ela atirou-se à comida, devorando-a com a avidez de um animal. Depois precipitou-se para fora de casa e desapareceu.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Alguém se lembrou de perguntar quem era aquela mulher, mas naturalmente Barrabás nada respondeu. Este era o seu modo. Era sempre assim, não se conseguia arrancar dele qualquer coisa, quando se tratava das suas coisas pessoais. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7934536344114113405-7757768548961074297?l=quemfoibarrabas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7934536344114113405/posts/default/7757768548961074297'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7934536344114113405/posts/default/7757768548961074297'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quemfoibarrabas.blogspot.com/2008/09/mulher-de-lbio-leporino.html' title='A mulher de lábio leporino...'/><author><name>António</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08478948604520023892</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_2oWWGeGZgQg/S2qhJhiekEI/AAAAAAAAA-0/qAp3emn7KuY/S220/eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_2oWWGeGZgQg/SNJcX_M0pWI/AAAAAAAAABI/oKmqykHBlPI/s72-c/labio_leporino.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7934536344114113405.post-7693427295898288227</id><published>2008-09-17T01:02:00.000-07:00</published><updated>2008-09-17T01:08:56.373-07:00</updated><title type='text'>Riram-se das suas palavras...</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_2oWWGeGZgQg/SNC6aWZlBzI/AAAAAAAAABA/4mqbBUxkuOk/s1600-h/tavern.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5246898527738857266" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_2oWWGeGZgQg/SNC6aWZlBzI/AAAAAAAAABA/4mqbBUxkuOk/s200/tavern.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Riram-se das suas palavras e ela ergueu-se enfurecida, gritando que os poria a todos no olho da rua, menos a Barrabás. Os outros soltaram estrondosas gargalhadas ao ouvir aquela mulher gorda falar-lhes daquela maneira. Acalmaram-se, porém e em seguida ficaram sérios e puseram-se a conversar em voz baixa com Barrabás, contando-lhe que iam voltar à montanha nesse mesmo dia, assim que escurecesse; tinham vindo só para sacrificar um cabrito que haviam trazido; como não foi aceite, tinham-no vendido e, em seu lugar, ofereceram duas pombas imaculadas; com o restante dinheiro, estavam a divertir-se ali naquela casa, daquela mulher gorda. Queriam saber quando é que Barrabás se iria unir-se a eles, lá em cima, informando-o acerca do actual esconderijo deles. Barrabás fez sinal com a cabeça, indicando que compreendia, mas nada respondeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das mulheres pôs-se a falar do homem que tinha sido sacrificado em lugar de Barrabás. Ela tinha-o o visto uma vez, só de passagem, e tinham-lhe assegurado que se tratava de um rabi muito versado nas escrituras e que percorria o país fazendo profecias e milagres. Isso não era nada de mal, tantos outros o faziam também; certamente havia outro motivo pelo qual o tinham sacrificado. Era um homem magro, disso ela ainda se lembrava. Outra disse que nunca o tinha visto, mas que tinha ouvido falar nas suas profecias; ele vaticinava que o templo ia desmoronar-se, que Jerusalém seria destruida por um cataclismo, e que, em seguida, as chamas consumiriam o céu e a terra; enfim, coisas absurdas. Não era pois de estranhar que o tivessem crucificado. A terceira acrescentou que ele convivia com os pobres, tendos-lhe prometido que entrariam no reino de Deus; até às prostitutas ele o prometera. Todos riram muito e acharam que não seria nada mau, se fosse verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Barrabás escutava-os e parecia agora menos absorto, embora não lhe aflorasse aos lábios o mais leve sorriso. Teve um sobressalto quando a mulher gorda lhe atirou os braços em volta do pescoço, dizendo que não lhe interessava absolutamente quem tinha sido o outro, que de qualquer maneira estava morto àquela hora. Ele é que fora crucificado, e não Barrabás; tudo o mais não tinha importância.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7934536344114113405-7693427295898288227?l=quemfoibarrabas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7934536344114113405/posts/default/7693427295898288227'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7934536344114113405/posts/default/7693427295898288227'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quemfoibarrabas.blogspot.com/2008/09/riram-se-das-suas-palavras.html' title='Riram-se das suas palavras...'/><author><name>António</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08478948604520023892</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_2oWWGeGZgQg/S2qhJhiekEI/AAAAAAAAA-0/qAp3emn7KuY/S220/eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_2oWWGeGZgQg/SNC6aWZlBzI/AAAAAAAAABA/4mqbBUxkuOk/s72-c/tavern.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7934536344114113405.post-1420523490116572180</id><published>2008-09-15T10:43:00.000-07:00</published><updated>2008-09-15T11:11:29.977-07:00</updated><title type='text'>De uma porta que se abria como negra caverna...</title><content type='html'>&lt;a href="http://farm1.static.flickr.com/133/322449170_72bab54c50.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand" alt="" src="http://farm1.static.flickr.com/133/322449170_72bab54c50.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;De uma porta que se abria como negra caverna, partiam vozes ruidosas e, no momento em que passava, uma mulher grande e gorda saiu, toda alvoroçada, e chamou Barrabás. Estava embriagada e, ao vê-lo, agitou os enormes braços em tumultuosa alegria, querendo fazê-lo entrar imediatamente. Ele hesitou um pouco, embaraçado, mas a mulher arrastou-o para dentro. No interior da casa, foi recebido com efusivas exclamações, por dois homens e três mulheres que só pode distinguir depois de algum tempo, quando os seus olhos se acostumaram à penumbra reinante. Apressaram-se a dar-lhe um lugar na mesa, encheram-lhe um copo com vinho e puseram-se a falar, todos ao mesmo tempo. Imaginem, ter ele saído da prisão, ter sido perdoado! Que grande sorte, crucificaram outro no seu lugar! Transbordavam de vinho e de ansia em partilhar a sua sorte, tocavam-o com as mãos, para que a sorte passase para eles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Barrabás bebeu com eles, mas não falou muito. Durante a maior parte do tempo fitava o vácuo com os seus olhos castanhos-escuros, fundos demais, que pareciam estar-se a esconder. Acharam-no um pouco estranho, mas ele às vezes era assim mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As mulheres deram-lhe mais vinho. Ele bebeu de novo e deixou que os outros falassem, sem se meter muito na conversa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim, os seus companheiros começaram a admirar a sua atitude, sem saberem o que havia com ele. Um homem de aspecto desagradável, pousou as mãos nos ombros dizendo que entendia muito bem o seu estado de espirito, após tanto tempo no cárcere, quase morto, porque ser condenado à morte é o mesmo que morrer; ser depois perdoado e solto é como ressuscitar. Ele morrera, pois, e nasceu de novo, o que não era o mesmo que que estar vivo, assim como todos os outros... &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7934536344114113405-1420523490116572180?l=quemfoibarrabas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7934536344114113405/posts/default/1420523490116572180'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7934536344114113405/posts/default/1420523490116572180'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quemfoibarrabas.blogspot.com/2008/09/de-uma-porta-que-se-abria-como-negra.html' title='De uma porta que se abria como negra caverna...'/><author><name>António</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08478948604520023892</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_2oWWGeGZgQg/S2qhJhiekEI/AAAAAAAAA-0/qAp3emn7KuY/S220/eu.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7934536344114113405.post-8394762686149991379</id><published>2008-09-14T03:14:00.000-07:00</published><updated>2008-09-14T03:22:17.832-07:00</updated><title type='text'>Ele mesmo teve medo.</title><content type='html'>&lt;a href="http://trevinwax.files.wordpress.com/2007/03/golgotha.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand" alt="" src="http://trevinwax.files.wordpress.com/2007/03/golgotha.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://www.aiborg.net/prophecy/images/jesus-christ-superstar-last.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Ele mesmo teve medo. Ficou contente quando começou a clarear e as coisas aos poucos foram tomando o aspecto normal. A claridade veio lentamente, como de manhã, quando o dia começa a expontar; espalhou-se sobre a colina e pelas oliveiras dos arredores. Os pássaros, que tinham emudecido, puseram-se de novo a chilrear. Era exactamente como a alvorada de um novo dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os parentes, lá no alto, permaneciam em silêncio. Não se ouviam mais lamentos nem prantos. Todos contemplavam o homem na cruz, até mesmo os soldados. Pairava sobre a terra uma grande paz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora ele podia ir-se embora, se quisesse. Tudo estava acabado. O sol brilhava de novo e as coisas estavam como de costume. As trevas duraram apenas um momento, enquanto o homem morria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, agora tinha de ir. Era preciso ir-se embora, claro. Nada mais o prendia ali. Não tinha motivo algum para ficar, pois o outro estava morto. Antes de pôr-se a caminho, ainda pode ver que o desciam da cruz. Viu então que dois homens o amortalhavam num pano de linho. O corpo era completamente branco, e os homens trabalhavam com excesso de cuidado, como se temessem magoá-lo, causar-lhe o minimo mal. Essa atitude era bem estranha, pois o homem tinha sofrido o suplicio da cruz, e tudo o mais. Aquela gente era mesmo estranha. A mãe, porém, contemplava com olhos sem lágrimas aquele que tinha sido o seu filho; rosto trigueiro parecia incapaz de exprimir pesar, revelando apenas que ela nunca poderia entender o que se passara. A mãe, sim, Barrabás compreendia melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o pequeno grupo passou perto dele, os homens carregando o cadaver amortalhado, as mulheres seguindo o triste cortejo, uma delas, apontando Barrabás, disse baixinho qualquer coisa à mãe. Esta parou e lançou-lhe um olhar tão cheio de desespero que ele nunca mais o poderia esquecer...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continuaram a descer o Golgota, tomando depois outro caminho à esquerda. Mantendo distância suficiente, ele seguiu-os até um jardim das vizinhanças, onde colocaram o cadáver numa sepultura cavada na rocha. Após terem orado em frente ao sepulcro, fecharam-no com uma grande pedra e partiram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Barrabás, por sua vez, aproximou-se e ficou ali parado por algum tempo. Não orou, pois era um malfeitor e sua prece não seria ouvida, sobretudo por não ter expiado a sua culpa. Além disso não conhecia o morto. Todavia, deteve-se um pouco em frente à sepultura. E depois, tomou o caminho de Jerusalém.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7934536344114113405-8394762686149991379?l=quemfoibarrabas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7934536344114113405/posts/default/8394762686149991379'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7934536344114113405/posts/default/8394762686149991379'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quemfoibarrabas.blogspot.com/2008/09/ele-mesmo-teve-medo.html' title='Ele mesmo teve medo.'/><author><name>António</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08478948604520023892</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_2oWWGeGZgQg/S2qhJhiekEI/AAAAAAAAA-0/qAp3emn7KuY/S220/eu.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7934536344114113405.post-3224614054152395792</id><published>2008-09-13T00:02:00.000-07:00</published><updated>2008-09-13T00:07:27.107-07:00</updated><title type='text'>Se alguém parecia sem poder algum, era aquele homem.</title><content type='html'>Um poder! Se alguém parecia sem poder algum, era aquele homem. Impossível imaginar-se um supliciado de aspecto mais miserável. Os outros dois não causavam impressão tão lamentável nem pareciam sofrer tanto; notava-se-lhes maior reserva de energias. O do meio, nem tinha forças para erguer a cabeça, que lhe caía sobre o peito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas eis que a ergueu um pouco; o peito magro e sem pelos arfava, e ele passou, arquejante, a lingua nos lábios ressequidos. Gemeu alguma coisa, querendo dizer que tinha sede. Aborrecidos com aquele condenado que custava tanto a morrer, os soldados, reunidos um pouco mais adiante, no alto da encosta, jogavam dados e não o ouviram. Um dos seus parentes, porém, desceu então até onde eles estavam e disse-lhes o que se passava. De má vontade, um dos soldados ergueu-se, molhou uma esponja numa vasilha de barro e estendeu-a, na ponta de uma vara, ao condenado. Este porém, sentindo o gosto da lama da água que lhe era oferecida, não a quis, o que provocou o riso do soldado velhaco; quando este voltou para junto dos seus camaradas e contou o caso, todos se puseram a rir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os parentes, ou o que quer que fossem as pessoas ali reunidas, ergueram, desesperados, os olhos para o infeliz crucificado, que respirava cada vez com mais dificuldade, sendo evidente que o fim estava próximo. Bom seria que estivesse, que aquela tortura acabasse. O mesmo pensava ele, cá em baixo, contemplando a cena. Que os sofrimentos do outro terminassem logo! Assim que tudo estivesse acabado, apressar-se-ia em sair dali e nunca mais pensaria naquilo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Súbitamente, porém, densas sombras envolvendo toda a colina se condensaram, como que o sol tivesse perdido o brilho. A escuridão tornou-se quase completa. Ouviu-se, nas trevas, o crucificado gritar em voz alta:&lt;br /&gt;- Pai, Pai, porque me abandonaste?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As palavras ecoaram lugubremente. O que ele quereria dizer com isso? E porque escurecia assim? Estava-se em pleno dia... Era incompreensivel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A visão das três cruzes, aparecendo como vagas silhuetas lá no alto, dava calafrios. Certamente algo de terrível estava para acontecer. Os soldados ergueram-se de um salto e empunharam as lanças; quando qualquer acontecimento imprevisto sucedia, este era o primeiro impulso deles. Ficaram em torna da cruz, brandindo as lanças, e foi capaz de ouvir os murmurios que trocavam, apavorados. Estavam com medo! Já não escarneciam! Eram supertisciosos, naturalmente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7934536344114113405-3224614054152395792?l=quemfoibarrabas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7934536344114113405/posts/default/3224614054152395792'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7934536344114113405/posts/default/3224614054152395792'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quemfoibarrabas.blogspot.com/2008/09/se-algum-parecia-sem-poder-algum-era.html' title='Se alguém parecia sem poder algum, era aquele homem.'/><author><name>António</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08478948604520023892</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_2oWWGeGZgQg/S2qhJhiekEI/AAAAAAAAA-0/qAp3emn7KuY/S220/eu.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7934536344114113405.post-4000640883786586146</id><published>2008-09-12T01:26:00.000-07:00</published><updated>2008-09-12T01:27:36.157-07:00</updated><title type='text'>Toda aquela gente, aglomerada em volta da cruz...</title><content type='html'>Toda aquela gente, aglomerada em volta da cruz, precisaria mesmo de estar ali? A não ser que eles próprios quisessem, nada obrigava aqueles homens e mulheres a permanecer ali naqueles lugares impuros. Eram provávelmente parentes e amigos íntimos do homem, e, coisa curiosa, pareciam não temer absolutamente o sítio infecto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquela mulher devia ser a sua mãe. Quase não se parecia com ele. Mas quem podia parecer-se com ele? De feições rudes e amargurada, ela tinha o aspecto de uma camponesa. De vez em quando passava as costas da mão na boca e no nariz, que escorria, por estar ela a ponto de chorar. No entanto não chorava. Não se afligia, nem olhava, como faziam os outros, para o filho crucificado. Era sua mãe, sem dúvida. Provávelmente sentia a maior compaixão, mas parecia ao mesmo tempo censurá-lo por estar ali, por ter-se portado de forma a deixar-se crucificar. De um modo ou de outro, a sua conduta deveria tê-lo levado a isso, por mais que ele fosse puro e inocente, e ela certamente não o poderia aprovar. Sendo sua mãe, tinha a certeza absoluta de que ele era inocente; fosse qual fosse a sua culpa, ela o teria, naturalmente, considerado como tal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto a ele, Barrabás, que contemplava a cena, já não tinha mãe. No pai, nem queria falar. Não tinha já parentes próximos, que soubesse pelo menos. Se o crucificado fosse ele, não haveria tantas lamentações em volta daquele homem. Aquela gente batia no peito e portava-se como quem  nunca tivesse enfrentado desgraça semelhante; era um nunca acabar de pranto e suspiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conhecia bem o crucificado da direita. Se este o visse, teria imaginado que viera por sua causa, para vê-lo sofrer. E absolutamente não era assim, o motivo da sua vinda era bem outro. Mas nada tinha contra o facto de o ver na cruz. Se alguém merecia a morte era esse patife, embora por motivo bem diverso do evocado na sentença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porquê então olhava para este e não para o do meio, crucificado em seu lugar, e que por sua causa estava ali? Porquê olhava para aquele que o obrigara a vir, que exercia sobre ele tão estranho poder?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7934536344114113405-4000640883786586146?l=quemfoibarrabas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7934536344114113405/posts/default/4000640883786586146'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7934536344114113405/posts/default/4000640883786586146'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quemfoibarrabas.blogspot.com/2008/09/toda-aquela-gente-aglomerada-em-volta.html' title='Toda aquela gente, aglomerada em volta da cruz...'/><author><name>António</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08478948604520023892</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_2oWWGeGZgQg/S2qhJhiekEI/AAAAAAAAA-0/qAp3emn7KuY/S220/eu.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7934536344114113405.post-1965018808087192449</id><published>2008-09-11T00:17:00.000-07:00</published><updated>2008-09-11T00:19:42.788-07:00</updated><title type='text'>Todos sabem como ele foi crucificado</title><content type='html'>Todos sabem como ele foi crucificado, juntamente com dois outros, e quais as pessoas que se encontravam à sua volta. Eram Maria, sua mãe, Maria Madalena e Verónica, Simão de Cireneu, que o tinha ajudado a carregar a cruz, e José de Arimateia, que o deveria amortalhar. Um pouco afastado dos outros, porém, mais abaixo na encosta, um homem observava constantemente aquele que estava pregado na cruz, lá no alto, acompanhando a sua agonia do início até ao fim. &lt;strong&gt;Chamava-se Barrabás.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era um homem robusto de cerca de trinta anos de idade, tez amarela palida, barba avermelhada e cabelos pretos. Também as suas sobrancelhas eram pretas, e os olhos, muito fundos, pareciam esconder-se nas orbitas. Uma profunda cicatriz, começando em baixo do olho, desaparecia-lhe pela barba adentro. Mas, o aspecto de um homem bem pouco significa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tinha seguido a multidão pelas ruas, desde o pretório, mas guardando distância, um pouco atrás dos outros, e quando, exausto, o rabi prostou-se sob o peso da cruz, detivera-se um momento para não se aproximar do local onde jazia o madeiro. Tinham então forçado Simão Cireneu a tomar o lugar do condenado e carregá-la. Quase não havia homens na multidão a não ser, naturalmente, os soldados romanos; os que seguiam o condenado à morte eram, na sua maioria, mulheres. Havia ainda um bando de rapazotes que sempre corria atrás quando passava alguém que ia ser crucificado, pois viam naquilo um espectaculo divertido. Cansaram-se rápidamente, porém, e voltaram aos seus brinquedos e brincadeiras de infância, após terem lançado um olhar ao homem com a grande cicatriz na face, que caminhava atrás dos outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De pé no lugar do suplício, contemplava agora aquele que estava pregado na cruz, no centro, sem poder tirar os olhos de lá. Não tivera a intenção de subir até ali, onde tudo era impuro e infecto, pois, quando se colocavam os pés naquela área de terra maldita, deixava-se nela qualquer coisa de si mesmo: podia-se voltar, forçado por um impulso maléfico, para nunca mais sair dali. Cranios e ossadas jaziam espalhados pelo chão, ao lado de cruzes tombadas, meio apodrecidas, não prestando para mais nada. Ninguém tocava neles. Porque permanecia ele ali? Não conhecia o crucificado e nada tinha que ver com ele. Que fazia no Golgota, se tinha sido libertado?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cabeça do crucificado pendia para a frente e ele respirava com dificuldade; não lhe restava, certamente, muito tempo de vida. Não era um homem robusto. Seu corpo era magro e fraco, e os seus braços finos pareciam nunca ter servido para alguma coisa. Homem estranho, aquele... A sua barba era rala; o peito, sem pêlos, era como o de um adolescente. O homem que o observava não gostou do seu aspecto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, desde que o vira pela primeira vez, no pátio do pretório, sentia haver algo de extraordinário nele. Não sabia bem o que era, apenas o sentia. Parecia-lhe nunca ter visto antes um homem assim. Devia ser porque como acabava de sair do cárcere, os seus olhos ainda não estavam acostumados à claridade, mas vira-o, no primeiro momento, rodeado de uma brilhante auréola de luz. Pouco depois, porém, o brilho desapareceu; os seus olhos voltavam ao normal, viam agora tudo nitidamente, não apenas o homem solitário no pátio do palácio. No entanto, persistia a impressão de que havia algo muito estranho naquele homem, de que ele era diferente de todos os outros homens. Não conseguia ver nele, absolutamente, um prisioneiro, como ele o fora. Não podia compreender. Não que fosse da sua conta, mas... como podiam condenar assim? O homem era inocente, quanto a isso não havia dúvida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tinham-no levado para crucificá-lo, enquanto a ele, Barrabás, tiraram os ferros e declararam-no livre. Não dependia de sua vontade, isso era lá com eles... Podiam escolher quem muito bem entendessem, era direito deles, e, a sorte, decidira. Ambos estavam condenados à morte e um tinha que ser absolvido. Ele, inclusive, tinha sido o primeiro a admirar-se da escolha. Enquanto o libertavam das correntes, tinha visto o outro, já com a cruz nos ombros, desaparecer entre os soldados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficara a olhar para o caminho agora vazio e um soldado deu-lhe um empurrão, gritando:&lt;br /&gt;- Porque é que ainda estás aí? És livre, sai daqui para fora!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele então despertou, e ao ver o outro a arrastar a cruz pela rua, segui-o. Porquê? Ignorava-o. Nem sabia porque é que ficara horas a observar a crucificação e a longa agonia do condenado, pois nada tinha que ver com tudo aquilo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7934536344114113405-1965018808087192449?l=quemfoibarrabas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7934536344114113405/posts/default/1965018808087192449'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7934536344114113405/posts/default/1965018808087192449'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quemfoibarrabas.blogspot.com/2008/09/todos-sabem-como-ele-foi-crucificado.html' title='Todos sabem como ele foi crucificado'/><author><name>António</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08478948604520023892</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_2oWWGeGZgQg/S2qhJhiekEI/AAAAAAAAA-0/qAp3emn7KuY/S220/eu.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7934536344114113405.post-6940295564853078019</id><published>2008-09-10T12:33:00.000-07:00</published><updated>2008-09-10T12:49:43.652-07:00</updated><title type='text'>Quem foi Barrabás?</title><content type='html'>"...E logo pela manhã, os sumos sacerdotes, os anciãos, os escribas e todo o sinédrio resolveram atar Jesus e levá-lo a Pôncio Pilatos.&lt;br /&gt;O governador romano agitou-se, mal humorado, na poltrona. Sempre naquela negregada província lhe estavam a arranjar complicações. Contemplou o homem que ali se encontrava de mãos atadas e perguntou:&lt;br /&gt;    - De que o acusam?&lt;br /&gt;    Vozes partiram de diversos pontos, cada qual procurando carregar mais na acusação:&lt;br /&gt;    - Estava a sublevar o povo, mandava não pagar imposto a César e dizia ser o rei dos Judeus.&lt;br /&gt;    Pilatos fixa o prisioneiro e interpela-o:&lt;br /&gt;    - És o rei dos Judeus?&lt;br /&gt;    - Tu o dizes! - responde o homem de olhar sereno.&lt;br /&gt;    As acusações repetem-se. exarcebadas e iracundas.&lt;br /&gt;    Ao espirito latino do governador romano repugnavam aqueles fanatismos.&lt;br /&gt;    - Não vejo culpa alguma neste homem.&lt;br /&gt;Mas como convencer os acusadores? Contrariá-los também é perigoso. Pilatos hesita, morde os lábios, quando ouvindo dizer que o prisioneiro é da Galiléia, lhe ocorre descartar-se dele, enviando-o a Herodes, a cuja jurisdição estava afecta aquela provincia. Seria ao memso tempo, a oportunidade para uma deferência ao outro, com quem desde muito se achava de relações estremecidas.&lt;br /&gt;Herodes recebe Jesus, diverte-se com ele, manda cobri-lo de branco e nesses trajes recambia-o a Pilatos numa troca habilidosa de deferências. Coisas da política! Jesus serve de pretexto feliz para a reconciliação dos dois poderosos.&lt;br /&gt;Mas, de auqlquer maneira, Pilatos continua embaraçado. Não vê culpa alguma no prisioneiro e não sabe como libertá-lo. sem acarretar com as iras dos sacerdotes e do povo, que podem ser funestas ao delegado de Roma nessa Judeia negregada, onde campeiam as intrigas. E eis que lhe ocorre outra idéia. No dia da grande festa, costumava o governador soltar um preso à vontade do povo. Havia então um criminoso de nome Barrabás, acusado de vários crimes entre eles o de ter assasinado um homem num motim e respondendo, assim, perante a lei judia como assasino e perante a lei romana como rebelde. Deveria sofrer a pena máxima. Pilatos, voltando-se para o povo, propõe:&lt;br /&gt;    - Qual quereis que eu solte: Barrabás ou Jesus, o que se chama Cristo?&lt;br /&gt;Pretendia com isso salvar Jesus, pois estava certo de que o povo não iria preferir a libertação de Barrabás, homem cruel, cuja preversidade era por todos conhecida. Mas aconteceu o que Pilatos não previra: os principes dos sacerdotes e os anciãospersuadiram o povo a que pedisse Barrabás.&lt;br /&gt;Assim se deu: o povo optou por Barrabás. Visivelmente contrariado, o governador romano perguntou ainda o que devia fazer de Jesus. Todos responderam a um só tempo:&lt;br /&gt;    - Crucifica-o!&lt;br /&gt;Pilatos insiste:&lt;br /&gt;    - Que mal fez ele?&lt;br /&gt;Os gritos repetem-se mais vigorosos:&lt;br /&gt;    - Crucifica-o! Crucifica-o!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O resto da história é conhecida de todos: Barrabás foi libertado e Jesus foi crucificado, no alto do Golgotá, entre dois ladrões.&lt;br /&gt;Os evangelhos não acrescentam mais uma palavra sobre o destino de Barrabás. Nenhuma lenda, nenhuma tradição nos dá qualquer outra notícia dele. Pelo menos que eu saiba, nunca ouvi falar dele.&lt;br /&gt;Que teria sido desse homem perverso, coração enegrecido pelo ódio, que já contava, certamente, com a pena máxima e que depois se tornou livre, de um momento para o outro, graças ao ódio mais denso despertado no povo por um Inocente? Como veria Barrabás esse desfecho imprevisto que o restituía à vida e à liberdade? Continuaria na senda do crime ou experimentaria aquela alma turva algum bafejo da graça? Ninguém soube ou saberá...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7934536344114113405-6940295564853078019?l=quemfoibarrabas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7934536344114113405/posts/default/6940295564853078019'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7934536344114113405/posts/default/6940295564853078019'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quemfoibarrabas.blogspot.com/2008/09/quem-foi-barrabs.html' title='Quem foi Barrabás?'/><author><name>António</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08478948604520023892</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_2oWWGeGZgQg/S2qhJhiekEI/AAAAAAAAA-0/qAp3emn7KuY/S220/eu.jpg'/></author></entry></feed>
